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Caso Joysa Barros: Polícia indicia Ronaldo Lages por homicídio doloso

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O delegado Sebastião Alencar, titular da Delegacia de Acidentes de Trânsito, indiciou o policial civil Ronaldo Lages por homicídio doloso no caso da morte da biomédica Joysa Barros, 30 anos. O policial responderá também por lesão corporal por ter provocado ferimentos no namorado da vítima. 

Yala Sena e Wilson Filho
Ronaldo Lages

De acordo com o delegado geral James Guerra, o relatório da Polícia Civil aponta que Ronaldo deixou de observar a preferencial e estava com o dobro da velocidade permitida na via.

Arquivo pessoal Facebook
Joysa Barros

"Ele deixou de dar o devido valor às normas de segurança e isso provocou a morte da jovem. Segundo a perícia, ele estava com velocidade entre 77 e 79km/h, quando só é permitido 40km/h", acrescentou Guerra. 

Foto: José Vaz Neto
Registro do acidente

O delegado disse ainda que não foi possível confirmar se Ronaldo havia ingerido bebidas alcoólicas. "Não foi feito bafômetro. O que temos são depoimentos que indicam que ele havia bebido. Mas, de qualquer forma, isso é indiferente, por conta da velocidade", destacou.

Segundo James, a prova técnica realizada no local refez as condições do momento do acidente, levando em consideração a luminosidade. "Até veículos semelhantes nós utilizamos. Percebemos que a via é perfeitamente sinalizada e que há maior sinalização no local onde o carro da vítima estada", ressaltou.

Foto: Wilson Filho / Cidadeverde.com

O namorado de Joysa, que teria fugido do local, e a pessoa que teria facilitado a fuga do prefeito, não serão indiciadas. "O namorado conduzia o carro dentro da velocidade permitida e o delegado Sebastião não entendeu que a outra pessoa deu fuga ao acusado porque no momento não dava para perceber quem tinha provocado o acidente", explicou o delegado geral.

Ainda de acordo com James, Ronaldo poderá aguardar julgamento em liberdade, uma vez que não foi pedida a prisão preventiva, mas, se condenado a homicídio doloso, poderá pegar pena de 6 a 20 anos em regime fechado.

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Corregedoria
Por ser policial civil, Ronaldo Lages também pode ser exonerado dos quadros da corporação. De acordo com James Guerra, uma cópia do inquérito que o indicia por homicídio doloso e lesão corporal será encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil. “Caberá à corregedora instaurar esse processo”, declarou o delegado geral. 


Jordana Cury
Carlos Lustosa Filho
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