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"O piloto sabia que ia cair", diz tenente sobre acidente com ultraleve

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O tenente do Grupamento Tático Aéreo de Policiamento (Gtap), Adolfo Veloso, foi entrevistado pelo Jornal do Piauí nesta segunda-feira (10) e falou sobre o acidente com a aeronave ultraleve que deixou mortos avô e neto no povoado Cacimba Velha no domingo (9). Segundo o militar, o comandante Carlos Brandão, sabia que a queda iria acontecer. 

 

 

“Como ele era um piloto muito experiente, creio que ele tinha certeza que ia cair e, pelo instinto, abraçou o neto, mas não foi possível salvá-lo. Mas isso, só as investigações poderão dizer”, conta o tenente, que foi um dos primeiros a chegar ao local do acidente.

O militar acredita que possa ter havido uma falha mecânica. “Pelo que pudemos perceber, a aeronave teve perda de sustentação e tentou fazer um pouso corrido. Possivelmente houve uma falha mecânica na aeronave. Se ele tivesse com altitude, poderia ter planado. Possivelmente ele tentou pousar, mas não foi possível porque não tinha sustentação necessária”, descreve. 

Ultraleve
O tenente explicou que ultraleve é uma aeronave experimental, fabricada com o fim de voos desportivos. “O avião é homologado pela Anac, já o ultraleve fica por conta e risco do piloto. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) recomenda que, em casos assim, seja feita a perícia criminal, B. O., mas a retirada dos destroços fica por conta do proprietário. Nunca o Piauí teve acidente fatal com ultraleve, esta foi a primeira vez”, descreve. 

 

Carlos Lustosa Filho
[email protected]

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