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Novo exame confirma Febre do Nilo em cavalo e Sesapi monitora 41 pessoas

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) comunicou a confirmação de um caso de infecção pelo vírus da Febre do Nilo em um equino no município de Aroeira do Itaim, a 337 km de Teresina. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (22), a Sesapi confirmou também que está monitorando 41 pessoas que apresentaram algum dos sintomas da doença na região onde já houve a confirmação de um caso.

No Brasil, o Piauí foi o primeiro estado a registrar um caso da doença. A confirmação ocorreu no início deste mês, o agricultor Francisco Raimundo de Lima deu positivo para o virus da Febre do Nilo.

Em dezembro deste ano, 41 pessoas que apresentaram febre e algum sintoma neurológico foram selecionadas para coleta sorológica, o material foi encaminhado ao Instituto Evandro Chagas (IEC) e os resultados ainda estão sendo aguardados.

O processo de investigação epidemiológica está acontecendo no municípios de Aroeira do Itaim, Itainópolis, Jaicós, Vera Mendes, Geminiano, Santa Cruz do Piauí, Paquetá, Picos e Santo Inácio.

Simultaneamente com a investigação, a Sesapi e o Ministério da Saúde estão intensificando outras medidas, como a coleta de sangue em aves (galinhas) e equídeos (cavalos, jumentos e burros); Captura de vetores (mosquitos) através de armadilhas luminosas, aspiradores e isca humana.

Uma equipe especializada em pesquisas em aves silvestres do Ministério da Saúde, está utilizando armadilhas para a captura das aves próximas a residência do primeiro caso da doença, o objetivo é coletar o sangue das aves.

A equipe do IEC realizou também uma coleta sorológica em pessoas residentes nas localidades onde foram coletadas amostras dos equídeos e aves. A estratégia de trabalho foi dinamizada por reuniões com as diversas áreas: Gerência Regional de Saúde de Picos, Secretários Municipais de Saúde, equipe técnica dos municípios envolvidos.

O objetivo é solicitar o apoio de todas as instâncias e sensibilização da área técnica na detecção de casos suspeitos, execução do fluxograma estabelecido para encaminhamento de possíveis casos suspeitos, bem como dar seguimento à vigilância para adotar medidas de controle na área.

As coordenações de epidemiologia e ambiental da Secretaria de Estado da Saúde aguardam resultados das amostras coletadas em humanos, aves silvestres, domésticas, equídeos e mosquitos para que seja dada continuidade a novas estratégias de trabalho. 

Lucas Marreiros (Especial para o Cidadeverde.com)
[email protected]

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