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Jovem baleada em tiroteio que atingiu hospital do Promorar morre no HUT

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Foto:Facebook/ reprodução

A jovem Karoline Santos Silva, 23 anos, morreu na manhã deste domingo(23), após cinco dias internada no Hospital de Urgências de Teresina (HUT), depois de ser alvo de quatro disparos de arma de fogo, no bairro Promorar, na zona Sul, noite do dia 18.  

Karoline passou por cirurgia, após as balas atingirem o peito esquerdo e direito, abdômen e braço esquerdo, mas não resistiu. 

No dia do tiroteio, outra pessoa foi atingida na mão e uma das balas invadiu o hospital do Promorar e quase atinge a cabeça de uma criança. 

De acordo com o comandante da Companhia Independente do Promorar, capitão Paulo Silas, Karoline teria sido vítima de um suspeito conhecido como Deivin da Vila Santa Cruz, que teria disparado quatro tiros contra a jovem.

“Ela tinha um envolvimento amoroso com um traficante da região – que não teve o nome revelado – e apesar de ele não está na cena do crime, a motivação pode ter ligação com o tráfico”, supõe o comandante, que revelou ainda que ela já havia denunciado as ameaças que teria sofrido do ex-namorado. 

A titular da Delegacia da Mulher Sul, Anamelka Cadena, informou ao Cidadeverde.com que a jovem não prestou queixa na Especializada. 

Anamelka afirmou que irá levantar no distrito policial da região e na Delegacia de Homicídios o que foi relatado sobre o crime e se o homicídio foi motivado por razão de gênero. 

"Estamos fazendo levantamento. Nada nos foi repassado. Caso a gente consiga informação de que ela foi morta em razão de gênero, iremos abrir inquérito", disse a delegada.

Bala no hospital

Um dia após o tiroteio, o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Sílvio Mendes, pediu compreensão aos marginais para que respeitem os profissionais de saúde.

“Isso é uma imoralidade e não podemos nos acostumar. A bala chegou à sala do médico e é esse mesmo médico, que quase ia sendo atingido, que socorre os marginais sociais quando precisam de atendimento. Peço a eles compreensão para que respeitem os profissionais de saúde. Não podemos nos calar. Não está tudo bem.. É preciso que os marginais sociais entendam que é preciso preservar o bom senso. Peço aos marginais sociais que não agridam quem protege e trata da vida deles e da família deles. Tenho certeza que os traficantes têm inteligência. A cidade tem um direito que ninguém pode tirar: viver em paz...que eles se  entendam e se matem entre si, mas não matem os outros”, desabafou Sílvio Mendes. 

Tiroteio aconteceu próximo ao hospital do Promorar


Caroline Oliveira e Izabella Pimentel
redacao@cidadeverde.com

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