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Famílias de Camilla e Iarla se unem e pedem condenação de autores de feminicídio

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Cerca de 300 pessoas interditaram uma das vias da avenida Higino Cunha para protestar contra os crimes de feminicídio no Piauí. A manifestação aconteceu em frente ao Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. O local foi escolhido devido ao brutal assassinato da estudante de Direito, Camilla Abreu, pelo capitão da PM, Alisson Wattson. Ele confessou o crime.

O promotor Francisco de Jesus, do Ministério Público do Estado (MPE), participou do ato e disse que o caso não ficará impune. "Vamos acompanhar até o desfecho final, fiscalizando todos os poderes e conclamando a sociedade e buscando a responsabilização  desses agressores. Esse crime não ficará impune e, no que depender do Ministério Público, estaremos vigilantes. Iremos buscar cumprir todos os prazos e os agressores terão direito à defesa. Vamos buscar como os outros 10 mil processos que tramitam em Teresina", afirmou.

O capelão da PM, Padre Carlos, fez um benção dos presentes ao ato e abraçou simbolicamente a avó de Camilla em solidariedade representando a corporação.

Representantes da Delegacia da Mulher e CUT também participaram do protesto. A avó de Camilla Abreu, dona Cecília, falou da dor de perder a neta. "Eu estou sentindo uma dor muito grande. Não consegui ainda me encontrar. A gente fica sem chão, sem comer. A gente veio aqui pedir justiça", disse.

A avó ressaltou  que o namorado de Camilla frequentava a casa da família e que ela se queixada do ciúme excessivo. "Não quero que ninguém mais passe por isso que eu estou passando", desabafou.

Parentes de Iarla Barbosa também participaram da manifestação. A morte da garota chocou o Estado. Ela foi assassinada ao sair de uma casa de show, na avenida Nossa Senhora de Fátima, zona Leste de Teresina, acompanhado do namorado, o ex-militar José Ricardo Silva Neto. Iarla entrou no carro do companheiro, que sacou uma arma e disparou diversos tiros contra a estudante. No veículo também estava a irmã e uma amiga da vítima, que conseguiram fugir dos disparos.  O ex-militar responde pelo crime de Feminicídio.

Segundo o coronel John Feitosa, a PM já deu início aos trabalhos para investigar a vida institucional do capitão e garantiu que se encontra detido no presídio militar. "O processo já está com a comissão e deveremos seguir um rito legal para que tudo seja feito dentro da normalidade", disse.

Flash Rayldo Pereira
Hérlon Moraes (Da Redação)
[email protected]

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