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Idosos vão acionar a polícia para barrar fechamento de Centro de Convivência

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Os idosos que são atendidos no Centro de Convivência da Terceira Idade (CCTI) estão revoltados com a previsão do fechamento do local, marcada para a próxima sexta-feira (1). Segundo relato de uma das idosas atendidas na unidade, alguns anciões estão, inclusive, adoecendo por conta da mudança. 

Atualmente o CCTI atende, diariamente, cerca de 200 idosos. A aposentada Francisca das Chagas Silva, 70 anos, faz parte das pessoas atendidas no Centro e adiantou ao Cidadeverde.com que nesta quarta-feira (29) um grupo de idosos irá à Delegacia do Idoso registrar Boletim de Ocorrência contra o fechamento da unidade. 

O CCTI funciona dentro do Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo, no Centro de Teresina. Com o encerramento, os serviços de atendimento serão transferidos para unidades do Centro/Norte e do bairro Porto Alegre, zona Sul. 

Francisca conta que na denúncia vai alegar “preservação dos direitos”. Ela e outros idosos beneficiados com o Centro de Convivência afirmam que não possuem meios de se locomoverem para as outras unidades onde os serviços serão transferidos. 

“As opções são todas ruins. O do centro social Pedro Arrupe [Porto Alegre] é muito longe. E o do Centro de Convivência Marly Sarney fica próximo do estádio Verdão, uma área onde são praticados muitos assaltos. Não queremos sair de onde estamos. Temos um vínculo afetivo com toda equipe, professores. Os idosos estão revoltados com essa mudança. Alguns estão tristes, depressivos, e desenvolveram até psoríase, uma doença desencadeada pelo estresse. Queremos que a prefeitura tenha sensibilidade de conseguir uma casa no Centro de Teresina. Não queremos nos separar. São quase 17 anos de vínculo”, desabafa Francisca das Chagas. 
 
O CCTI dispõe de atendimento multidisciplinar aos idosos. O centro possui psicólogos, terapeutas ocupacionais, dentistas, academia, fonoaudiólogo, regente de coral, artesãs educadores físicos, dentre outros especialistas.

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) disse que ia se pronunciar sobre através de nota, mas até a publicação desta matéria não deu retorno. 

Izabella Pimentel
[email protected] 

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