Cidadeverde.com
Geral

Com elevação dos rios, Firmino irá decretar estado de calamidade em Teresina

Imprimir
  • f6132a39-4c94-4947-b94f-a485dd9ecf8c.jpg Rômulo Piauilino/Semcom
  • b0585368-a4c6-4a25-803c-a6f993e95541.jpg Rômulo Piauilino/Semcom
  • b8b5c7d5-41cf-4539-883b-2378ad78ee6a.jpg Rômulo Piauilino/Semcom
  • 89093fc9-0940-49e2-a553-0911f1d8f67b.jpg Rômulo Piauilino/Semcom
  • 721af2b4-33f9-40b0-98f5-93af64cae8c4.jpg Rômulo Piauilino/Semcom
  • 5d7fdd04-3357-4fa3-9381-c2febf443552.jpg Rômulo Piauilino/Semcom
  • 4c7e1ef0-911c-439d-b761-02b0dc83c4f2.jpg Rômulo Piauilino/Semcom

O prefeito Firmino Filho anunciou que irá decretar estado de calamidade em Teresina. A decisão se deve pela cheia do Rio Poti e das fortes chuvas que caem na cidade. A informação foi dada ao visitar algumas áreas de risco nesta manhã(12).

"Ontem estivemos com o secretário de Defesa Civil e hoje mesmo vamos fazer o decreto de calamidade na cidade por conta das águas especialmente dos rios. Mas também pelos problemas de drenagem e habitação afetadas", declarou.

Teresina já tem quase 250 pessoas desabrigadas. Na manhã desta quinta-feira, o prefeito visitou as obras de reparo na Ponte Wall Ferraz que apresenta rachaduras e está com uma das vias no sentido sul – leste interditado.

"Vamos pedir pela Defesa Civil, que ficou no auxílio dessas famílias, e na necessidade de fazer obras emergenciais como essa na ponte", disse.

O prefeito afirma que é preciso esperar o nível da água baixar para tomar qualquer decisão. "Essa área está sendo isolada. Não se sabe ainda a dimensão do problema. As águas ainda estão elevadas e só depois que baixar é que se pode fazer um diagnóstico e uma intervenção emergencial. É importante que a água esteja monitorada para que não tenhamos nenhum tipo de risco para a população como um todo", disse. 

Os técnicos da prefeitura buscam uma saída que possa resolver o problema de forma definitiva. "Depois que a água baixar, iremos buscar uma saída definitiva para que essas águas sejam canalizadas e evitem a deterioração dessa alça da Ponte. O problema é a água que fica entre o aterro da ponte Wall Ferraz e a ponte férrea, que com o aumento das águas e a velocidade deve ter provocado alguma mudança nessa na alça do aterro, dos dois lados. Isso nas duas pontes. Tem essa área da batida do caminhão que é preciso ter cuidado”, explicou. 

Monitoramento do Rio Parnaiba no Parque Encontro dos Rios na zona Norte (Foto: Indira Gomes/TVCidadeVerde)

Outros pontos da capital que sofrem com o aumento do nível das águas dos rios foram visitados pelo prefeito. "Estivemos na zona Norte. É a zona mais crítica da cidade. Monitoramos alguns pontos à margem do Poti que recebem muita água que tem crescido na sua altura. Esse monitoramento é importante para saber os pontos que precisam de maior atenção ao longo do tempo", disse.

Ele afirma que mesmo com o sistema de contenção das águas do Rio Poti, a atenção precisa ser redobrada. "Todo sistema de contenção precisa de monitoramento. A água tem subido muito apesar, de ter baixado de ontem para hoje, e nesse processo provocou alguns danos. Podemos perceber aqui que na canalização da água entre a ponte Wall Ferraz e a ponte Férrea existe uma erosão nos dois lados e ela deve ser a responsável pela trincagem (rachadura) da pista que vemos aqui no aterro da Ponte", destacou.

Firmino diz que o momento é de cautela e monitoramento. "A prefeitura tem acompanhado e monitorado. Quando a água baixar vamos fazer uma obra emergencial para conter a erosão. Uma obra definitiva vai levar mais tempo para que essa área seja protegida. Só saberemos a real extensão do problema quando a água baixar", destacou.

Estado de atenção também na zona Norte depois que o Rio Parnaíba subiu nesta quinta (Foto; Helder Sousa/Cidadeverde.com)

 


Lídia Brito
[email protected] 

Imprimir