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Zona rural: usuários reclamam da condição de ônibus e demora de mais de 5 horas

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Usuários de ônibus das comunidades rurais Leste de Teresina estão revoltados com as condições dos veículos e o descaso em cumprir os horários determinados para a ida e a volta para a zona urbana da capital. Um ônibus já teve um princípio de incêndio apagado com lama, durante uma viagem. 

Um exemplo são os que trafegam pela PI-112, estrada que liga Teresina a União. Segundo os moradores, os ônibus vivem quebrados e além de não cumprirem os horários muitas vezes deixam de passar, por isso estão sempre lotados. 

“Já teve situação onde os passageiros ficaram até meia-noite nas paradas, esperando um ônibus que deveria passar às 19h, sem contar que a linha nunca é feita no horário certo e sempre chegamos atrasados no trabalho e na hora de voltar pra casa. As condições são péssimas, quando chove o ônibus fica cheio de água, com goteiras no teto, somos constantemente agredidos pelos funcionários, o motorista fala que se agente tiver achando ruim que é e para gente comprar um carro! Uma falta de respeito”, descreve uma passageira que não quis se identificar. 

Ela conta ainda que teve um dia que um ônibus pegou fogo e o cobrador usou a lama da estrada para apagar. “Não suportamos mais essa situação. As pessoas estão revoltadas e ameaçam parar os ônibus”, relatou a moradora da comunidade Campestre Norte. 

De acordo com ela, só há dois ônibus na linha que deveria cumprir os horários de saída para Teresina às 5h, 6h, 11h, 13h,16h e 17h e de retorno para a comunidade das 7h, 9h40, 12h15, 14h, 16h, 17h20 e às 19h. 

“Mas nunca estão no horário e a maioria das vezes nem passa! Voltando de Teresina, esse das 19h, nunca vem no horário e a gente fica esperando muitas vezes até meia-noite”, detalha a usuária, que acrescenta ainda que os ônibus rodam entre as comunidades Campestre Norte, Santa Luz, Nova Laguna e Fazenda Soares. 

O comandante do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE), tenente coronel Ramos, informou que o batalhão é responsável pela fiscalização nas barreiras nas rodovias estaduais de todos os veículos que trafegam por elas e que não há nenhum registro de ocorrência por condição de ônibus. Mas, ele destacou que os usuários podem solicitar uma fiscalização mais minuciosa no órgão municipal de Transporte (Strans) e que até ao próprio BPRE. 

Versão do empresário 

O proprietário da empresa Francis Tur que faz linha para a zona rural leste de Teresina informou que o principal motivo dos ônibus estarem em condições precárias é por conta da falta de estrutura das vias que devem trafegar pelos povoados da capital. 

Segundo ele, os ônibus são relativamente novos, mas devido às estradas não terem condição de trafegabilidade eles vivem quebrando, atolando e isso contribui para o atraso. “Às vezes eles quebram em um interior que não tem sinal de celular e para avisar fica difícil, quando consegue já atrasou. Inclusive tenho até uma multa para pagar de R$ 3.600 que nem sei como vou fazer, porque com o tanto de peça que tenho que comprar, não sobra isso no final do mês”, justifica.

Ele também critica os passageiros que levam mercadorias nos ônibus. “As pessoas querem fazer o ônibus de bagageiro e não tem como. A passagem é a mesma da zona urbana, para a gente fazer 40 a 45 quilômetros por R$ 3,60 e com essas condições das estradas fica inviável”, afirma Franscivaldo.

Falta de segurança

Ele acrescenta também que os funcionários rodam com medo de assalto. “Um motorista meu foi baleado esse mês, a bala atravessou o braço e alojou no pulmão, ele ainda está internado. Nós corremos é risco de vida, porque o bandido atira e não tem polícia. Eu mesmo fui para entrega de duas viaturas para zona rural lá no Rone e nunca as vi rodando na zona rural, que serviria para dar segurança não só para gente como para o pessoal dos povoados”, diz o proprietário da empresa Franscis Tur.


Caroline Oliveira
carolineoliveira@cidadeverde.com

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