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Fim da linha para Guerrero no Flamengo fica próximo após pena ampliada

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O atacante Paolo Guerrero não vai mais disputar a Copa do Mundo. E, por tabela, também não deve mais vestir a camisa do Flamengo. Sua pena por doping subiu de seis para 14 meses, de acordo com resultado do julgamento da Corte Arbitral do Esporte (CAS), divulgado nesta segunda-feira. 

Foto - Gilvan Souza - Flamengo

Não cabe mais recurso. Por isso, o jogador não pode mais entrar em campo com a camisa do Flamengo, está fora contra o Emelec, e já não treinou com o elenco. O próximo passo é ter o contrato novamente suspenso.

Com validade até agosto, o vínculo não será renovado até dezembro, como planejado. Se Guerrero aceitar esperar o fim da pena, em janeiro, ainda pode voltar a conversar com a diretoria eleita no clube no pleito de dezembro, mas já totalmente livre, aos 35 anos.

No Peru, a Federação de Futebol divulgou nota de lamento, mas com olhar para frente, na Copa da Rússia e na seleção como um todo. Os meios locais fizeram um alarde e a mãe do jogador chegou a falar em complô de concorrentes pela posição que poderiam ter contaminado o chá de Guerrero na concentração. Outros criticaram a soberba de Guerrero em recorrer da pena de seis meses.

O Flamengo não se pronunciou. Só informou que acataria a decisão. Como quando houve a primeira punição, o clube se manteve reservado e os dirigentes aguardam mais uma vez a posição dos advogados. Internamente, no entanto, ninguém escondia que o resultado do julgamento seria um divisor de águas para Guerrero. 

A absolvição ou manutenção da pena iniciaria o processo de renovação. Assim como a sua extensão abreviaria a passagem do jogador e tornaria praticamente impossível uma negociação para a permanência em 2019.

Guerrero voltou aos treinos pelo clube dia 20 de março. Em três partidas, marcou um gol. No total, 43 desde 2015, quando chegou ao Flamengo. Ontem, enquanto vestia o uniforme peruano para a Copa do Mundo, a notícia foi conhecida. 

Sua defesa pedia a anulação por completo da pena, que foi reduzida a 6 meses, e a Agência Mundial Antidoping (Wada) pedia aumento para dois anos, tempo aplicado para casos de doping em que fica comprovado que o atleta não fez uso de uma substância proibida para melhorar o desempenho esportivo. A FIFA, terceira parte do caso, que julgou o processo de Guerrero em duas instâncias, também esteve na reunião.

O atacante testou positivo para benzoilecgonina, após consumir chá de coca e chá com mistura com a folha de coca no hotel em que ficou hospedado com a seleção peruana, que estava concentrada para o jogo contra a Argentina pelas Eliminatórias da Copa, em 5 de outubro. 

Na ocasião, estava gripado e recebeu da nutricionista da seleção e de um garçom do hotel chás prontos para beber. O argumento não foi suficiente. Na decisão, o CAS informou que o atleta poderia ter evitado a contaminação.


Fonte: Extra

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