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Suspensão do Iaspi/Plamta não irá atingir a urgência e emergência, diz Sindicato

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Foto: Carlienne Carpaso/ Cidadeverde.com

A suspensão de atendimento do Iaspi/Plamta não vai atingir a urgência e emergência no Estado, segundo o presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (SINDHOSPI), Jefferson Campelo. Ele afirmou que apenas as cirurgias eletivas, exames e consultas estão suspensos até o governo do Estado fazer o repasse dos meses de abril e maio deste ano. 

“O que nós queremos é que seja cumprido o contrato feito ao longo dos anos com a Sefaz. Hoje estaria atrasado totalmente o mês de abril, e conforme eles paguem como falam o mês de maio já vai estar atrasado. Por isso, queremos o pagamento de abril e maio para ficar em dias”, disse o presidente.

“Nós não queríamos a paralisação, não achamos ser o melhor caminho, mas não achamos outra alternativa. Nós não podemos subsidiar o tratamento dos servidores do Estado. Está sangrando a nossa economia. E enquanto isso não podemos retornar o atendimento”, acrescentou.

Ele ressaltou que clínicas, laboratórios e hospitais em todo o Piauí estão com atendimento eletivo suspenso. 

O servidor Sebastião Magalhães, do Conselho Fiscal e Deliberativo do Iaspi Saúde, reclama na falta de repasse do Governo para os hospitais. 

“Não é o governo que paga o plano, são os servidores. E a gente paga todos os meses porque vem o desconto no contracheque. Não podemos pagar por um erro do governo. A situação é calamitosa. O servidor se vê doente, é assegurado do Plamta, e quando precisa vai ao hospital e não é atendido, ele fica ainda mais doente”, conta o servidor.

Hoje pela manhã a aposentada Maria Helena da Silva, que veio de São Miguel do Tapuio, ficou surpresa ao receber a notícia da suspensão do atendimento. 

Foto: Carlienne Carpaso/ Cidadeverde.com

“Ontem eu fui ao médico e ele me passou uns exames, e hoje soube disso e vim aqui e falaram que está suspenso. Eu sou pobre, moro no interior, se eu tivesse dinheiro não precisa viver isso”, lamenta. 

Maria Helena reclama que recebe apenas um salário mínimo de aposentada. Do valor, todos os meses são descontados o Plamta e o Iaspi.

“A gente vem do interior se consultar e passa por isso. E fora o desconto de todo mês eu ainda pago as consultas e exames também”.

Alguns servidores estão indo presencialmente buscar por informações na sede do Iaspi porque ligam para marcar consultas nas clínicas e são informados da suspensão por tempo indeterminado.

Hoje pela manhã o Cidadeverde.com acompanhou o entra e sai da sede do Iaspi no Centro de Teresina. Muitos servidores e dependentes reclamavam da suspensão, e saíram do local sem a autorização para fazer exames.

Governo esclarece

O governador Wellington Dias esclarece que adotou providências conforme negociações com representações de credenciados do Iaspi, por entender a importância de programas como o Plamta e o Iaspi Saúde.

 “São dois programas importantes em benefício dos servidores do Piauí, o maior plano de saúde do estado. Só para se ter uma ideia, ele atende cerca de 300 mil pessoas, que são os servidores e seus dependentes”. 

O chefe do executivo estadual disse ainda, que regularizou o pagamento referente ao mês de abril. “É razoável que se cumpra o contrato, sem a realização de greve. Autorizei que a direção do Iaspi encaminhe imediatamente, para qualquer situação que negue atendimento, que seja feita a suspensão do credenciamento”, disse.

O governador agradeceu ainda, aos credenciados que prestam serviços ao Plamta e Iaspi, que “de uma forma compreensiva a esse momento, asseguraram as condições de atendimento e prosseguem cumprindo contratos e fazendo o atendimento ao servidor”. 

Em situações de atendimento negado, o Iasp está disponibilizando o número 3131-6133 para que sejam feitas as reclamações.

 

Carlienne Carpaso
redacao@cidadeverde.com

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