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Juiz é acusado de assassinato com Hildebrando Pascoal

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Durante entrevista coletiva na noite desta quarta-feira (26), o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Raimundo Nonato Alencar, confirmou que além da prisão por porte ilegal de armas, pesa contra o juiz de Curimatá, Osório Marques Bastos, uma denúncia formada por homicídio.
 

 
Ele é acusado de co-autor em um assassinato ocorrido no sul do Estado a mando do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, do Acre.
 
O crime aconteceu em 1996. Hildebrando queria vingar a morte do irmão, o então vereador no Acre Itamar Pascoal. Para isso, torturou o motorista Agilson Santos Firmino, o Baiano, cortando seus membros com uma serra elétrica, o matou com cinco tiros, e ainda arrastou seu corpo pela capital Rio Branco até uma emissora de TV. Tudo porque ele não quis dizer o paradeiro de José Hugo Ferreira Júnior, o Huguinho, suspeito da morte de seu irmão.
 

 
Huguinho estava preso no Piauí, e teria sido aí que o juiz Osório entrou na história. Ele é acusado de tirar a vítima para que a mesma fosse torturada e decapitada. O presidente do TJ informou que o juiz de Curimatá foi afastado desde a apresentação da denúncia, que será analisada posteriormente. Osório não está aposentado, e só poderá tentar o benefício após julgadas as denúncias.
 
Alencar também confirmou a realização de sessão especial para analisar o auto de prisão de Osório na última terça-feira em Curimatá. Todos os desembargadores já foram acionados para estudar o processo e decidir se a prisão foi legal. Acusado de porte ilegal de armas, incluindo uma de uso exclusivo das Forças Armadas, e suposta resistência à prisão, o juiz poderá ser solto ainda amanhã caso o pleno do Tribunal julgue o procedimento ilegal.
 

 
O presidente do TJ disse ainda que o juiz Osório elogiou a forma de condução da polícia, e que ele não quis ser submetido ao exame de corpo de delito em Teresina, pois já havia o feito em Curimatá. O desembargador Alencar não quis antecipar sua posição sobre a legalidade da prisão, e explicou que não ia tomar essa decisão monocráticamente por correr o risco de sofrer recursos.
 
 
Yala Sena (flash do TJ)
Fábio Lima (da Redação)
[email protected]
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