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Ponto alto com Felipão, defesa do Palmeiras vê subir a média de gols sofridos

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A melhora defensiva do Palmeiras sob o comando de Luiz Felipe Scolari é um dos grandes trunfos do trabalho do treinador e peça fundamental da arrancada da equipe rumo à liderança do Campeonato Brasileiro. 

Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O time chegou a ficar oito jogos seguidos sem sofrer gols com a nova comissão técnica e corrigiu um dos principais problemas da gestão anterior, de Roger Machado. Mas o setor passa agora por um momento de instabilidade, que fez a média de gols sofridos quase dobrar.

Nas últimas cinco partidas, a equipe tomou oito gols. A sequência fez a média de gols sofridos sob o comando de Felipão disparar de 0,29 para 0,54. Vale frisar que o número ainda é excelente: para efeito de comparação, o Palmeiras tem a melhor defesa do Campeonato Brasileiro com 22 gols sofridos em 32 jogos, o que dá uma média de 0,69 por partida.

O último jogo do Palmeiras sem sofrer gols foi em 14 de outubro, na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio. Desde então, bateu o Ceará por 2 a 1, perdeu do Boca Juniors por 2 a 0, empatou com o Flamengo por 1 a 1, ficou no 2 a 2 com o Boca Juniors no jogo de volta da semifinal da Libertadores e, por fim, venceu o Santos por 3 a 2 em clássico emocionante na última rodada do Brasileirão.

A fase turbulenta da defesa não é algo que atrapalhe o ambiente alviverde. O clube lidera o Brasileiro com cinco pontos de vantagem e tem nas próprias mãos a chance de conquistar o título pela décima vez em sua história. A solidez defensiva, porém, vem sendo prejudicada pontualmente por desconcentração coletiva e algumas falhas individuais.

Todos os principais zagueiros do elenco tiveram momentos recentes ruins. Contra o Ceará, por exemplo, Antônio Carlos não conseguiu cortar o cruzamento que resultou no gol de Arthur Cabral; Luan vacilou nos dois confrontos com o Boca, assumindo que se precipitou no jogo de ida ao levar um drible de Benedetto e perdendo Ábila na marcação na partida de volta; Gustavo Gómez levou uma bola nas costas no gol de Marlos Moreno pelo Flamengo, mas estava improvisado na lateral direita; e Edu Dracena falhou ao tentar cortar um cruzamento contra o Santos no lance que gerou o gol de Copete.

Felipão tem por costume blindar jogadores que cometem erros nas partidas e sempre elogiou bastante os zagueiros palmeirenses, especialmente Luan e Gustavo Gómez, que tiveram grandes atuações no Brasileirão e ganharam as vagas de Antônio Carlos e Dracena para os jogos da semifinal da Libertadores contra o Boca. O treinador mudou o sistema de marcação da equipe desde sua chegada, apostando em perseguições mais longas e contendo mais as subidas dos volantes e laterais.

A tendência para a próxima rodada, contra o Atlético-MG, neste domingo (11), em Belo Horizonte, é que Luan e Gómez voltem a ser titulares, após Antônio Carlos e Dracena terem jogado contra o Santos no último final de semana. Faltando seis jogos, o Palmeiras tem 66 pontos no Campeonato Brasileiro, contra 61 do Internacional e 60 do Flamengo.

Fonte: Leandro Miranda/ Uol/Folhapress

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