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Jovem de Teresina tem convulsão e sangramento após tomar emagrecedor

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(Foto: Izabella Pimentel// Cidadeverde.com)

A técnica em Segurança Eletrônica, Alessandra Tavares, 19 anos, afirma que quase morreu após tomar remédio para emagrecer.  A jovem teresinense foi internada no dia 29 de outubro no hospital do Buenos Aires sentindo convulsões e intensos sangramentos pelo nariz e boca. 

Os sintomas foram sentidos pela jovem três dias após iniciar a ingestão do emagrecedor Redufite, o mesmo que teria causado a morte de Raquel Eufrasio, em Oeiras. A intenção dela era perder 30 kg que ganhou durante a gravidez. 

“Eu tomei por três dias. Mas a partir do primeiro eu já sentia enjoos, vontade de vomitar , tontura, fraqueza e  transpirava muito. No terceiro dia, senti as convulsões e sangramento”, conta Alessandra. 

A jovem passou mal durante a madrugada e foi levada às pressas pelo marido ao hospital do Buenos Aires, na zona Norte. “Eu tava quase caindo da cama, sangrando pelo nariz e pela boca, com os olhos revirando, tremendo e delirava. A médica disse que se não fosse a agilidade do meu marido eu tinha morrido”, relembra Alessandra.

Ela ficou internada 24 horas no hospital e chegou na unidade hospitalar com quadro grave de desidratação. 

Arrependimento

Em três dias de medicação, Alessandra perdeu 3 quilos. Mas o “benefício” não valeu a pena diante do agravamento de seu estado de saúde. 

“Eu quase morri. Não valeu a pena porque eu vi meu filho chorando de um lado e meu marido chorando por outro”, lamenta. A jovem conta que adquiriu o remédio através de uma revendedora no Instagram. Ela comprou 30 cápsulas do medicamento por R$ 185 e garante que ingeriu de forma correta.

“A moça que me vendeu pediu que eu tomasse após o café, bebesse muita água e me alimentasse. O problema é que esse remédio tira todo apetite. Podia ser a melhor comida do mundo e eu não sentia a vontade de comer”, relata Alessandra. 

Outras amigas da jovem também ingeriram Redufite e sentiram fraqueza e enjoos, no entanto, segundo Alessandra, esses sintomas são considerados “normais” pelos revendedores.

“Uma amiga minha cantora chegou a desmaiar no palco. E revendedora apagou os anúncios do remédio na internet ”, conta. 

Após passar mal e tomar conhecimento do que aconteceu com a jovem de Oeiras, Alessandra afirma que jogou as cápsulas do medicamento no lixo e iniciou a prática de exercícios físicos. 

“Já iniciei academia para emagrecer e joguei o remédio fora. Me arrependo muito”, desabafa Alessandra Tavares.

Nesta semana, a Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (DIVISA) determinou que as Vigilâncias Sanitárias Municipais apreendam e inutilizem produtos “Redufite” ou “Redufite Gold” em todo Piauí.

Também durante a semana, a Formafarma, responsável pela fabricação do Redufite, através do Serviço de Atendimento ao Consumidor, negou que o medicamento que teria causado a morte da jovem de Oeiras seja o mesmo comercializado pela empresa.

Izabella Pimentel
redacao@cidadeverde.com

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