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Caso Ruan: Testemunha falta e audiência é adiada para dezembro

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Atualizada às 15h50

A audiência de instrução e julgamento de Erlândio Miranda Coelho, iniciada nesta sexta-feira (30), foi adiada para o dia 10 de dezembro de 2018, às 12h. O adiamento ocorreu porque uma das testemunhas não compareceu para prestar depoimento.

Erlândio é apontado como autor do disparo que matou o estudante Ruan Pedreira, durante uma comemoração da Copa do Mundo em 2014, em um bar localizado na Avenida Maranhão. 

Para a prima do Ruan, Jaqueline Nobre, esse adiamento é “mais tempo com o coração sofrendo”.

“Eles falaram que era importante ouvir essa testemunha e, por isso, foi adiado, mas o juiz comentou que ele está disposto a concluir ainda este ano”, comentou Jaqueline. 

Matéria Original

Um pequeno tumulto marcou o início da audiência de instrução e julgamento de Erlândio Miranda Coelho, apontado como autor da morte do estudante Ruan  Pedreira, na Copa de 2014. Dois seguranças que ficaram na mira dos tiros foram os primeiros a serem ouvidos.

A audiência é presidida pelo juiz substituto da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Robledo Peres. O pai, a madrinha, uma prima de Ruan e outros parentes da vítima acompanham os depoimentos. 

O acusado também acompanha a audiência. Em alguns momentos, Erlândio faz movimentos com a cabeça indicando discordância da versão das vítimas.

Durante o depoimento, um dos seguranças que teria sido de vítima de tentativa de homicídio, apontou a participação de outro suposto atirador, no qual ele acredita que alvejou Ruan.  Cabe ressaltar que as investigações apontaram apenas a participação de Erlândio como suspeito.  

Ao todo, 16 testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas durante esta sexta-feira (30). 

O primeiro a ser ouvido era amigo de faculdade da vítima.  "Começou uma confusão [...] depois tiros. A gente correu muito e o Ruan caiu. Pensei que ele até tinha tropeçado, mas vi sangue na cabeça dele. Foram vários seguidos. Uma morte sem explicação",  disse um amigo que estava com Ruan no dia do assassinato.

O terceiro a ser ouvido foi um PM que trabalhava como vendedor ambulante no dia do crime. Em juízo, ele confirmou que viu Erlandio tentando se desfazer de uma arma de fogo. 

"Eu estava no canteiro central da avenida Maranhão e vi quando o Erlandio jogou a arma que bateu no poste e caiu. Não vi se ele atirou. Depois veio um cabo e levou a arma", disse o PM.

A audiência de instrução e julgamento deve se estender durante todo o dia. 

 

Graciane Sousa e Carlienne Carpaso
gracianesousa@cidadeverde.com

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