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Cerimônia coletiva oficializa casamento civil de oito casais homoafetivos

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Oito casais concretizaram o sonho do celebrarem o casamento civil homoafetivo na tarde desta quarta-feira (12), no Tribunal de Justiça do Piauí. A celebração já é tradição no Piauí desde 2013, quando o estado foi o primeiro no Brasil a realizar o ato de maneira pública e coletiva, também no TJ-PI. O estado foi o sexto a regulamentar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Hoje, de acordo com a organizadora do evento e presidente do Grupo Matizes, Marinalva Santana, o Piauí segue como um dos estados do Nordeste que, proporcionalmente, realiza mais casamentos homoafetivos. Marinalva garante que a procura tem aumentado e que agora as famílias, parentes e amigos participam em maior número. 

Ela lembra que este é o terceiro casamento coletivo que o Matizes realiza. “Mas a todo momento há casamentos de pessoas do mesmo sexo sendo realizadas no Tribunal. O primeiro organizado pelo Matizes foi em 5 de abril de 2013. É muito importante essa manifestação de amor se medo, para que as pessoas se conscientizem dessa garantia de direito para o público LGBTT”, destacou. 

O juiz Rodrigo Allagio, que realiza o ato de forma voluntária, concorda que há aumento no número de casamentos e que a participação de conhecidos dos noivos também é maior. O juiz ressalta a importância da participação do público para dar maior visibilidade à causa. “Esse final de ano o povo está cansado muito. O amor está em alta. E eu tenho percebido que tem aumentado e que as pessoas estão vindo com mais aceitação”.

Depois de 13 anos de relacionamento, a trans Maria Zaira Chaves de Araújo, de 51 anos, e Jorge Luiz, de 58 anos, resolveram subir mais um degrau e concretizarem a união frente a um juiz. Eles contaram que já viviam em união estável.

Para Maria Zaira, o casamento é uma forma de reafirmar o compromisso e amor entre os dois. Para ele, mais do que celebrar o sentimento, é uma forma de “gerar direitos e deveres para os dois. Dá direito a ela e eu vou ter deveres. Ela passa a ter direito a minha pensão em caso de morte”.

Maria Zaira diz que o “casamento” já existe há mais de uma década. “Já tem amor, prevalece o amor incondicionalmente. Ele é tudo, vale tudo por amor. Além disso, ele se sentiu no direito de me deixar segura quanto a qualquer eventualidade futura. Acho muito carinhoso e de gratidão”. 

Lyza Freitas
redacao@cidadeverde.com

 

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