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Policial suspeito de roubar carga foi trabalhar uma vez este ano, diz Greco

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Delegados Tales Gomes (coordenador do Greco) e Gustavo Jung (presidente do inquérito policial) em coletiva (Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com)

As investigações do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) apontaram que os suspeitos presos na operação Cargas, responsáveis pelo roubo de 250 TVs e aparelhos celulares novos, tinham um papel definido na organização criminosa. O coordenador do Greco, delegado Tales Gomes, destaca a participação do soldado da Polícia Militar  do Piauí, Rafael dos Santos Leal, lotado na penitenciária de Picos e que, este ano, deu plantão apenas uma vez. O PM, inclusive, foi preso no dia do nascimento do filho. 

Na investigação foi apontado que o policial militar ajudava na logística dos assaltos e usava sua condição de policial para se esquivar de fiscalizações nas rodovias. 

"Ele é lotado na penintenciária de Picos e esse ano deu plantão apenas um dia. O restante dos plantões dele, acredito que pagou para que outra pessoa ficasse em seu lugar. No roubo da carga, ele participou ativamente da logística, tanto em questão de levantamento, indicação do local do crime, mas principalmente do caminhão que foi disponibilizado", disse o coordenador do Greco. 

Tales Gomes completa que o PM teria sido o responsável por intermediar o contato de um dos supostos membros da organização criminosa com os homens que ficaram na "linha de frente" no momento da invasão ao depósito. 

"O PM passou o contato do Clemilton para os assaltantes linha de frente invadirem o depósito e o Clemilton, por sua vez, contratou o caminhão", disse o coordenador do Greco. 

(Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com)

"O Clemilton é uma pessoa que possui muitos contatos e foi responsável por intermediar o frete do caminhão que foi utilizado para a retirada da carga", completa Gustavo Jung, delegado responsável pela investigação. 

Ele acrescenta que a quadrilha era bastante organizada e cada um tinha uma missão. O valor que cada um receberia dependeria da importância da participação no crime. 

"Parte da quadrilha ficou responsável pela intermediação do aluguel do caminhão; outra por encaminhar o caminhão até o local onde seria feita subtração; o restante a ação em si: abordar, colocar a carga dentro do caminhão; outros pela logística e em driblar a fiscalização policial", explica Jung. 

Policial Rafael dos Santos Leal preso na operação (Foto: Divulgação SSP-PI)

Das 250 TVs e aparelhos celulares novos, o Greco conseguiu recuperar praticamente a metade. Parte da mercadoria teria sido levada para o Ceará. 

O líder da organização criminosa foi apontado como Abimael Pereira da Silva que, inclusive, teria financiado um advogado para soltar o suspeito preso em dezembro de 2018. 

"Ele tentou financiar a saída do Rael da prisão. Desde quando houve a prisão do Rael, em dezembro, o Abimael cuidou de proporcionar a defesa do Rael, justamente com receio de que algo a mais fosse investigado em relação a pessoa dele [Abimael] foi uma tentativa dele que restou frustada, porque o trabalho do Greco é serio e vamos até o fim", completa o presidente do inquérito policila. 

Entre os presos na operação Cargas há ainda Wanderlan Ferreira, um "cliente" antigo da Polícia Civil do Piauí, de acordo com o delegado, e que costumava ostentar com o dinheiro do crime. 

"É uma pessoa que costumava frequentar lugares da alta sociedade, boites caras, andar em carros de luxo, gastar muito, mesmo sem ter nenhuma profissão definida. Ele foi visto na prática do crime", finaliza Gustavo Jung. 

ROUBO DE R$ 280 MIL

Além do roubo de carga, o soldado é  investigado pela corregedoria da Polícia Militar por ter sido denunciado pelo roubo de R$ 280 mil que teve como vítima um comerciante da área do 11ºDP.

 

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

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