Cidadeverde.com
Geral

Hospital Infantil: Coren tomará "medidas drásticas" sobre problemas

Imprimir

Uma audiência pública, realizada nesta quarta-feira (20), tratou sobre a necessidade de reforma e melhoria dos serviços no Hospital Infantil Lucídio Portela, em Teresina. Os principais problemas apontados na reunião são relativos a precariedade das instalações do hospital e a deficiência no número de profissionais, como enfermeiros e funcionários para a limpeza. A reunião aconteceu na sede do Ministério Público do Piauí, na zona Leste de Teresina.

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Tatiana Melo, falou sobre a necessidade urgente de contratação de mais enfermeiros e da falta de insumos, que acaba comprometendo o atendimento às crianças. Tatiana disse que se as questões não forem solucionadas, o Coren terá que tomar medidas drásticas, como a interdição da unidade de saúde.

“Lá são crianças que precisam de cuidados, na sua maioria semi-intensivos, cuidados intermediários que exigem horas de enfermagem, muitas horas trabalhadas e não tem profissionais para prestar esses cuidados. Então sobrecarrega muito a equipe e isso incorre muitas vezes em uma assistência de má qualidade. As vezes também falta material para prestar assistência a esses profissionais e a equipe como um todo fica sobrecarregada”. 

De acordo com a presidente, a estrutura física como um todo muito está deteriorada, o que prejudica também a assistência. “Tanto o paciente como o acompanhante ficam numa enfermaria sem ter a adequada acomodação e isso atrapalha a recuperação da sua saúde. Esperamos que hoje a gente saia com alguns pontos já bem amarados para que o estado tome providências, se não a gente vai ter que tomar medidas mais drásticas que o Conselho não quer tomar”. 

Tatiana lembrou que na última reunião ordinária do Conselho, decidiu-se por arquivar um processo de interdição. “Que íamos fazer no posto 3 de lá, e arquivamos mais pela questão que tem enfermeiros e aí um dos pontos que leva a interdição médica é a ausência de enfermeiros e também pela questão de onde que íamos colocar essas crianças que estão lá nesse posto, que ficam lá porque saem da UTI por um longo período, na maioria, não têm para onde ir. As vezes são crianças do interior do Estado, do MA, dependentes de aparelho para respirar e a gente ficou muito nessa questão do bom senso".

Na última vistoria realizada pelo pomotor Eny Marcos ao Hopsital em janeiro, foi constatado ainda a precariedade das instalações, como sujeira e mofo,  e foi solicitado prazo para a aquisição de medicamentos, já que havia uma deficiência muito grande também quanto a isso. O promotor Eny Marcos Vieira, que presdiu a audiência, ressaltou que foram feitos alguns avanços, como a retirada de equipamentos dos corredores e a mudança de um local de triagem, que ficava em um ambiente insalubre. Na reunião, continuou a ser cobrado um prazo para execução da reforma que foi prometida e um plano de ação para essa obra. Além disso, o promotor estabeleceu novos prazos para que alguns problemas sejam solucionados.

O diretor do Hospital, Vinícius Pontes, voltou a dizer que os recursos para as obras estão garantidos. “Na verdade a gente está chegando no final de um processo de construção com o MP a Secretaria de Saúde e atualmente a Fundação Hospitalar. Esse processo começou há quatro anos, quando começou a ser identificada a necessidade dessa reforma e a dificuldade eram os recursos. Hoje já temos os valor de R$ 6 milhões na conta da Sesapi, e R$ 1.179 milhão na Caixa Econômica com a obra já licitada”.

“Os passos seguintes que temos que seguir e respeitar por questões legais é a autorização pela Controladoria Geral do Estado (CGE), de realizar um aditivo no contrato de gestão entre a Sesapi e a Fundação Hospitalar, já que é essa que gere o hospital e é por lá que tem que ser feita a licitação para execução  dessas obras”, complementou Vinícius Pontes.

O diretor disse que não podia informar um prazo para início da reforma e que foi solicitado hoje na reunião, mais funcionários para a limpeza. “é um preocupação grande principalmente em relação ao pessoal da limpeza já que essa contratação não passa pelo hospital. Isso é feito por empresas terceirizadas, que é o contrato é pela gestão maior. Tem solicitações para que a gente aumente em dez vagas para limpeza e hoje na audiência vai ser feita uma orientação para que a Saúde nos mande esses dez funcionários que a gente precisa”.

 Fotos: Divulgação: CRM-PI

Lyza Freitas
redacao@cidadeverde.com 

Imprimir