Cidadeverde.com
Viver Bem

Prevenção ainda é a maior arma contra o Aedes aegypti

Imprimir

Quase mil cidades brasileiras apresentam surto de dengue, zika e chikungunya. A informação faz parte do primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) realizado em 2019, que constatou alto índice de infecção em 994 municípios.

A pesquisa indicou ainda 2.160 cidades em alerta, além de 1.804 municípios com índices satisfatórios. Os dados foram coletados entre janeiro e março.

Além das ações dos agentes púbicos, cada um necessita fazer a sua parte para evitar a proliferação do Aedes aegypti, responsável por proliferar as doenças. Afinal, a prevenção segue ainda como a principal forma de combater o mosquito.

Cuidados

Resistentes, os ovos do mosquito podem resistir até 450 dias em ambientes secos, aguardando as condições favoráveis para a eclosão. Mas, assim que encontra o cenário perfeito, o embrião se desenvolve em 48 horas. Por isso a prevenção é fundamental.

Muitos já estão cansados de escutar, mas sempre vale reforçar as dicas, já que a proliferação continua. O ponto principal é: não deixe água parada. Mas não basta apenas retirar o líquido acumulado em determinada área. É preciso eliminar os locais de acumulo de água, acabando assim com os criadouros.

As caixas d’água devem estar bem tampadas. Periodicamente, é preciso também lavar com bucha e sabão as paredes delas, assim como de poços, tonéis, entre outros reservatórios.

Evite manter pratos embaixo de vasos de plantas. Mas, se utilizá-los, coloque areia fina até a borda, evitando deixar espaços para o acúmulo de água. As tampas dos vasos sanitários devem permanecer constantemente fechadas.

Já o quintal de casa deve permanecer constantemente limpo. Não acumule vasilhas. Pneus velhos devem ser mantidos em um local coberto até serem corretamente descartados. O ideal é entregá-los para o serviço de limpeza urbana.

Números

No total, 25 capitais participaram do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). Cuiabá (MT) está em risco. Já 16 capitais estão em alerta: Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Palmas (TO), Salvador (BA), Teresina (PI), Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Vitória (ES), São Luís (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Maceió (AL), Aracaju (SE) e Goiânia (GO).

Boa Vista (RR), João Pessoa (PB), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e o Distrito Federal apresentaram índice satisfatório. Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Curiotiba (PR) realizaram levantamento por armadilha, metodologia usada quando a infestação é muito baixa ou inexistente. Florianópolis (SC) e Rio Branco (AC) não enviaram as informações.

Fonte: Estadão Conteúdo

Imprimir