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Morte de Aretha Dantas completa um ano e família pede por justiça

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Aretha Dantas (Foto: arquivo pessoal)

"Há um ano esperamos a condenação do acusado de matar a Aretha", diz Aldi Filho, irmão da cabeleireira Aretha Dantas, encontrada morta na Avenida Maranhão, zona Sul de Teresina, no dia 15 de maio de 2018. A família teme que o acusado, o ex-namorado de Aretha, Paulo Alves dos Santos Neto, ganhe a liberdade antes do julgamento. 

Aldi Filho conversou com o Cidadeverde.com e disse que a missa de um ano, celebrada ontem em memória da irmã, foi um momento de emoção e saudade.  A celebração aconteceu na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Bela Vista, onde Aretha cresceu.

"Na missa, todos nós, a família, relembramos dela, daquele dia, e nos emocionamos. Nós queremos que a justiça seja feita, que ele (Paulo Alves) seja julgado e condenado. Eu sei que ele está preso, mas pode ser solto a qualquer momento. Queremos que esse julgamento aconteça o mais rápido; antes que ele venha a ser colocado em liberdade", disse Aldi. 

O irmão conta que a família estava acompanhando o caso por meio dos jornais antes de confirmar a identidade da jovem. "Nós vimos as reportagens, mas não tinha a identidade da vítma. Quando descobrimos, foi um choque", conta Aldi. 

A morte de Aretha Dantas gerou grande comissão pela brutalidade. Na época, ela tinha 33 anos. Aretha foi esfaqueada com pelo menos 20 perfurações e chegou a ser atropelada por um veículo, pois tinha marcas de frenagem no seu corpo. 

O acusado de matar a jovem, Paulo Alves Santos Neto, foi preso no dia 17 de maio. Recentemente, peritos atestaram que ele não tinha problema mental quando o crime foi cometido. Segundo o laudo - assinado pelos médicos Juarez Lobo Bessa e José Heráclito Pereira Vale, Paulo Alves não manifestava comprometimento de suas capacidades de entendimento e autodeterminação na época do crime.

Para os peritos, a dinâmica do assassinato de Aretha revela um conjunto de ações que tinham um objetivo. Na prática, os médicos afirmam que Paulo Alves tinha consciência do que estava fazendo e não tinha sofrido surto psicótico.


Paulo Alves (Foto: Lyza Freitas/Arquivo/Cidadeverde.com)
 

 

Carlienne Carpaso
[email protected]

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