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História: delegado Bonfim Filho tinha paixão pelo ato de investigar

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Fotos: Arquivo Pessoal enviado exclusivamente à Revista Cidade Verde em 2015

Bonfim Filho foi Delegado Geral da Polícia Civil na década de 1990

Francisco Carlos do Bonfim Filho foi delegado de polícia por 31 anos. Apaixonado por investigação, ele aguentou o quanto pôde contra os efeitos da diabetes surgidos ainda em 2000. A aposentadoria veio em novembro de 2014, quando a doença não o deixava mais cumprir sua missão de servir à segurança da sociedade. Nesta sexta(31) ele morreu aos 59 anos, após complicações da mesma doença. 

Em dezembro de 2014, ele foi homenageado pela Secretaria de Segurança Pública e pelo Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (Sindepol) pelos “relevantes serviços prestados à segurança pública do Piauí”. 

Um dos fundadores da Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico) que desbaratou uma das maiores organizações criminosas do estado e ficou à frente da Comissão até 2010. Antes, passou por distritos policiais e até pelo cargo de Delegado Geral da Polícia Civil em 1999, na época do secretário de Segurança Carlos Lobo.  

Natural de Teresina, Bonfim Filho nasceu no dia 20 de outubro de 1959, no Hospital Getúlio Vargas (HGV). Filho do coronel da Polícia Militar Francisco Carlos do Bonfim e Isabel Rodrigues da Luz Bonfim e irmão de Joana Bonfim, começou na Polícia Civil em 1983.

Fotos: Arquivo Pessoal enviado exclusivamente à Revista Cidade Verde em 2015

Sua primeira função na Polícia Civil foi de delegado plantonista do 9º Distrito Policial (Mocambinho).

O delegado cursou ensino Fundamental na Unidade Escolar José Amável, conhecido como Polivalente São Cristóvão e o ensino Médio no colégio Cursão. Não chegou a prestar vestibular porque foi convocado para o Exército. Após servir por seis anos no 2º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), foi apresentado ao secretário de Segurança Juarez Tapety e começou o curso de Delegado Plantonista, na antiga Escola de Polícia Civil na praça Saraiva, centro de Teresina. Apesar de ser filho e neto de militar e ter muitos tios e primos na PM, escolheu ser policial civil, por ter se "apaixonado pela investigação". 

Casado desde dois de junho de 1978 com Lucimar Bonfim com quem possui quatro filhos: Tatiana, Taticlea, Bonfim Neto e Flávio e netos.

A diabetes que começou a se manifestar mais severamente em 2000, demorou dez anos para debilitá-lo. Apresentando quadros de neuropatia do periférico, tendo que amputar parte do pé esquerdo e o deixou cadeirante; retinopatia diabética, que afetou sua visão e começou a fazer sessões de hemodiálise três vezes por semana. 


Grupo de Operações Especiais (GOE) formado por três delegados comandando a equipe. 

Caroline Oliveira
[email protected]

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