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Piauiense é preso na Suíça por suposto envolvimento com tráfico de drogas

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Fotos: Arquivo/Conceição Abreu

A família do funcionário público piauiense Marcus Clemilton Alves dos Santos, 38 anos, que estava desaparecido há cerca de uma semana, recebeu informações sobre seu paradeiro. A mãe relata ter sido informada que ele está detido em Gênebra, Suíça, por envolvimento com tráfico de drogas.

Há cerca de uma semana a mãe de Marcus Clemilton, a feirante Conceição Abreu, recebeu uma ligação confidencial. “Um homem da voz enrolada ligou dizendo que Cleminton estava na Suíça e tinha sido preso transportando droga”, relatou.

Marcus morava com a mãe em uma casa simples no parque São João, próxima a Ceasa, e saiu de casa no dia 20 de maio avisando que ia para uma viagem a Fortaleza. “Ele me disse que ia e que não sabia quando voltava. Como ele tem muito costume de viajar, ainda mais nesses meses de junho em quadrilhas, eu não achei estranho”, lembrou a mãe.

Ela relatou ao Cidadeverde.com que ainda trocou mensagens com o filho no dia 25 de maio informando ele sobre a chegada de um boleto. “Ele deu a entender que estava tudo bem”, disse.  A família começou a se preocupar com o fim das férias de Marcus, no início de julho, quando o funcionário público desapareceu.

“Eu tive a prova depois que um amigo dele me mostrou a carta que ele mandou dizendo que tinha sido preso na Suíça”, disse Conceição.

Na carta escrita a um amigo que a compartilhou com a mãe, Clemilton teria informado esperar ser deportado. “As coisas não saíram como pensei. Estou aqui detido na Suíça e vou ficar aqui por um tempo até eles me mandarem de volta ao Brasil”, escreveu. O texto ainda fala de possíveis dívidas e de um plano de viagem que Clemilton teria organizado e arrecadado dinheiro. “Quando eu chegar organizo outra ou devolvo o dinheiro de cada um centavo por centavo”, diz a carta.

A mãe do piauiense, que é viúva, garante que o filho era um homem íntegro. “Eu não me preocupava porque eu criei, eduquei. Ele não tinha envolvimento com drogas. Acho que botaram na cabeça dele esse negócio de dinheiro fácil”, lamenta Conceição, emocionada por não ter mais informações sobre o filho.

“Eu queria ter essa certeza que era ele mesmo. Se ele vai ficar por lá, se vai voltar”, pede a mãe.

O Cidadeverde.com entrou em contato com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que informou que o caso era de responsabilidade da Polícia Federal. A assessoria da PF disse que a Polícia Federal não está com o caso e que Clemilton deverá responder à justiça do país onde está preso.

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

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