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Festival de Violeiros reúne mais de 180 repentistas em Teresina

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Foto: Renato Bezerra/PMT

O Teatro de Arena, localizado na praça da Bandeira, centro de Teresina, foi palco de mais uma edição do Festival de Violeiros do Norte e Nordeste. O evento chega a sua 46ª edição, reunindo mais de 180 violeiros de todo o Brasil e integra a programação de aniversário de 167 anos de Teresina. O prefeito Firmino Filho participou do encerramento do evento, neste domingo.

O chefe do executivo municipal destacou que era preciso celebrar a longevidade do Festival. “Esse é um festival tradicional. Não tem nenhum outro evento cultural no Piauí que tenha tanta tradição. Um evento importante que celebra a nossa cultura e as nossas tradições. É por isso que é tão prestigiado”, reforçou.

O cearense Jotinha é um dos violeiros que participou do Festival. Há pelo menos 15 edições, ele é figura cativa nos palcos do evento, fazendo uma embolada, uma espécie de competição entre violeiros, ao som de um pandeiro. “Esse festival é um dos maiores do Brasil e faço questão de participar. É muito gratificante ser em um espaço aberto, com as pessoas prestigiando e nos dando a energia e inspiração que a gente precisa para compor, de improviso, cada rima, cada verso”, pontua ele.

Para o organizador do Festival, Pedro Mendes Ribeiro, presidente da Associação dos Violeiros e Poetas Populares do Piauí (Avipop) e Ponto de Cultura “Casa do Cantador”, manter um evento desse porte não é tarefa fácil. Mas ele destaca que a ajuda dos apoiadores, entre eles a Prefeitura de Teresina, tem sido primordial para a manutenção dessa cultura popular. “Resgatamos o cordel e o repente no Piauí, transformando esse em um dos maiores Festivais do Brasil, se não for o maior. São três dias de evento em que trazendo participantes de todo o país”, comentou.

Ainda de acordo com ele, poder realizar esse evento em praça pública é ainda mais gratificante. “A natureza é a inspiração para qualquer artista que vive do improviso. É a energia das pessoas que faz com que a gente tenha essa capacidade de compor e trazer aqui nossa arte, no improviso”, salienta.


Da redação
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