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Saúde: otorrino elenca cuidados para o período de baixa umidade do ar

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O piauiense deve reforçar os cuidados com o corpo para este período do ano em que a umidade do ar chega a até  25% em algumas horas do dia. A Organização Mundial da Saúde alerta para percentuais abaixo de 60%. 

A umidade muito baixa causa ressecamento no corpo, principalmente das mucosas da via respiratória e mucosa dos olhos. Em entrevista à TV Cidade Verde nesta terça-feira (27), o otorrino Thiago Luís apontou medidas preventivas para evitar complicações na saúde.

"Aumentar bastante a ingestão de líquidos, aí vale qualquer tipo de líquido especialmente água. Dar preferência na hora de fazer o lanche a alimentos que sejam mais ricos em líquidos como melancia, melão e laranja. No horário mais quente do dia, entre 10h e 16h é preferível que você evite fazer atividades físicas”, contou, aconselhando o turno do início da manhã e os horários noturnos para a prática de exercícios físicos.

Ar-condicionado

Por conta do aumento da temperatura, o uso de climatizadores se faz necessário. No entanto, o otorrino alerta que esses equipamentos retiram a umidade do ambiente no processo de resfriamento. Para compensar, Thiago aconselha o uso de vaporizadores que umidificam o ar.

“Se não tiver um vaporizador usar um balde ou uma toalha molhada. Para as mucosas do olho ou nariz, pode usar soro fisiológico na região dos olhos e no nariz, com composições que podem ser encontradas em farmácias”, assinalou. 

Rinite alérgica

As altas temperaturas somadas a baixa umidade relativa do ar também devem precipitar crises de rinite alérgica. “Com a umidade mais baixa, os poluentes ficam mais dispersos no ar”, explicou.

Insolação

A temperatura neste período é tão alta que agosto é o mês campeão em casos de insolação. “A climatologia de temperatura e insolação mostram que as características de agosto é de um mês mais seco e de elevado índice radioativo”, alerta o especialista em clima Werton Costa. Os fatores negativos aumentam com o crescimento das queimadas no período e o consequente aumento da poluição no ar.

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

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