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Exame de genética: teste para descobrir casos de câncer de mama hereditários

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Duas datas importantes relacionadas à saúde foram comemoradas no mês de agosto: o Dia da Campanha Educativa contra o Câncer (04/08) e o Dia Nacional da Saúde (5 de agosto). Ambas tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade em relação aos cuidados com a saúde, através de medidas não apenas para prevenir o câncer, mas também outros tipos de doença. Por ser uma doença que atinge grande parte da população (mais de 12 milhões de pessoas no mundo por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer), a medicina tem feito avanços bastante significativos no combate ao câncer, e cada vez mais surge um novo método de prevenção ou tratamento.

O câncer de mama, por exemplo, é o primeiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres, de acordo com o INCA. Por conta disso, atualmente existem diversos exames que ajudam no combate da doença, como é o caso do Exame de genética BRCA1 e BRCA2. O teste ganhou repercussão mundial após a atriz Angelina Jolie, em 2013, optar pela cirurgia de retirada das mamas para prevenir os riscos de câncer de mama. A decisão foi tomada pois Angelina fez o Exame de Genética e descobriu mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 , genes herdados da mãe, morta em 2007, vítima da doença no ovário.

O que são os genes BRCA1 e BRCA2?

Ambos os genes fazem parte de uma classe de genes humanos que são conhecidos como supressores de tumor, que colaboram na proliferação e prevenção do crescimento desenfreado das células. “Quando existe essa mutação, não é possível ter esse controle”, explica o Dr. Rafael Padovani. Por conta disso, a proliferação das células pode acontecer de uma maneira atípica, elevando em até 85% as chances de aumentar o risco da doença.

As mutações patogênicas nos genes BRCA1 e BRCA2 são relacionadas a casos familiares de câncer de mama e de ovário, ou seja, são transmitidas de geração para geração na mesma família, devido a alterações genéticas que foram herdadas de um dos pais.

”O exame de genética é indicado em casos como câncer em várias gerações de família, quando uma pessoa jovem é diagnosticada com um tumor que não é comum na idade dela ou vários tumores na mesma pessoa”, diz Padovani. Para se ter certeza de que se trata de um câncer hereditário, é necessário o paciente realizar um teste genético.

O exame é ideal para descobrir com precisão quais serão os próximos passos no tratamento para reduzir o risco da doença e fornecer informações necessárias para que o paciente tenha cuidados mais personalizados e de acordo com o câncer que ele está tratando. “É importante ressaltar que a alteração genética não significa necessariamente que a pessoa irá desenvolver um problema de saúde, existem outros fatores que podem contribuir com o surgimento de uma doença como, por exemplo, hábitos alimentares e de vida”, afirma Rafael.

Se os exames confirmarem a presença de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, o médico deve conversar com a paciente e esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto para alinharem qual será o tratamento mais adequado para o caso, que pode ser a retirada das mamas como o caso da atriz Angelina Jolie ou a retirada dos ovários.

 

redacao@cidadeverde.com

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