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Promotor diz que soltura de Pablo Santos seria ato de desumanidade

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O promotor de Justiça Benigno Filho avalia como um ato de desumanidade a possível soltura de Pablo Henrique Campos Santos, acusado de tentativa de feminicídio da namorada Anuxa Kelly e feminicídio da enfermeira Vanessa Carvalho, amiga de Anuxa. Ontem (21), a defesa do réu solicitou a substituição da prisão pelo uso de tornozeleira eletrônica. 

"Essa liberdade assistida não tem o menor cabimento. Foi um crime bárbaro, a sociedade está chocada, essas duas famílias estão enlutadas. Então, seria até um ato de desumanidade colocar ele em casa, em liberdade assistida, com tornozeleira. Parece bom se ficar em liberdade monitorada por um aparelho, enquanto isso tem uma garota enterrada, outra com sequelas", disse o representante do Ministério Público. 

Foto: Reprodução Facebook

Pablo e a namorada que foi hospitalizada após a tentativa de feminicidio

O promotor defende pena máxima de 30 anos pelos dois crimes e critica o atual sistema de progressão de pena. 

"Defendo que um cidadão condenado a 30 anos não tem direito a saída de aniversário, de Natal, Ano Novo. O cidadão matou uma pessoa. Daí vem o Natal e ele vai passar com a família! e a família do que morreu vai para o cemitério velar seu ente querido? acho que temos que ter mais seriedade e cumprimento da lei", defenteou Filho. 

A denúncia do MP foi aceita pela Justiça também nesta segunda-feira (21). A defesa do réu tem dez dias para manifestação. O crime ocorreu em setembro deste ano. 

Foto: Reprodução Facebook

Vanessa saía de uma festa de casamento com a amiga quando foi vítima de feminicídio

 

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

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