Cidadeverde.com
Últimas

INÉDITO: Juíza ordena prisão a seis oficiais por abuso sexual na PM

Imprimir
Foto: Yala Sena/Cidadeverde.com
 
Numa decisão inédita, a juíza Valdênia Moura Marques de Sá, da 9ª Vara Criminal, determinou a prisão de seis oficiais acusados de abuso sexual contra três alunas na Academia de Polícia Militar do Piauí. O crime ocorreu em 2003, mas após vários recursos, a decisão foi anunciada.

É uma sentença histórica já que é a primeira ação contra militares que envolvem ato libidinoso (abuso sexual) dentro da corporação. Os relatos são impressionantes vejam:

“...Nas dependências da Academia à noite por volta das 20h ao entrar no refeitório, o capitão Rildo mandou que a vítima apagasse as luzes e, em ato continuo puxou a vítima pelo braço e começou a beijá-la a força ...”.

“O capitão Jairo Oliveira colocou um CD no computador com imagens de mulheres nuas e em seguida tentou beijá-la...”

Na sentença, a juíza pergunta ainda que tipo de assédio era promovido e uma testemunha relata: “que o capitão Marcos Vinícios passava a mão sobre o bolso da blusa da farda das meninas (na área dos seios) para verificar se as alunas portavam identidade; que ele ficava sozinho com vítimas dentro do alojamento e certa vez uma delas virou refém já que o capitão trancou a porta da companhia e ficou no interior com ela...”

“...O capitão Palhano ingressava à noite no alojamento feminino quando as alunas já se encontravam de repouso e com luzes apagadas, focava lanternas nas alunas...”.

Veja as punições aplicadas pela juíza:

Capitães:
Jairo Henrique de Melo Castelo Branco Vieira
Rildo da Silva Aguiar
Francisco Jairo de Oliveira Mendes

Detenção de 7 meses contra por ato libidinoso (abuso sexual)

Capitães:
Carlos Henrique Teixeira da Silva
Danilo Palhano de Alcântara

Detenção: 6 meses por ato libidinoso e 2 meses por maus tratos contra:

Capitão:
Marcos Vinícios Araújo Sales

Detenção: 2 meses por maus tratos


A juíza coloca na sentença que as vítimas relataram que além do abuso sexual, oficiais foram obrigados a comer “restos de comidas” e a colocarem a mão no interior do copo para ser picado por um escorpião. Ela revela que alunos eram obrigados a cantar a “canção do soldado” durante horas, a dormir no relento na beira de BR e carregar pesados troncos de madeira.

As alunas que denunciaram o caso foram: Adriana Dorta Monteiro do Nascimento, Ivanilde Alves de Melo Araújo e Leucijane de Oliveira Barbosa.

Por Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

Tags:
Imprimir