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Mãe descobre que bebê estava com sarampo ao levá-lo para vacinar

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A coordenadora estadual de Epidemiologia, Amélia Costa, alerta mães e demais responsáveis a atentarem para a cobertura vacinal contra o sarampo. A atenção é redobrada diante da possibilidade de um caso não importado da doença no Piauí. Um bebê de 9 meses foi infectado sem sair do estado em um município onde ainda não havia nenhum caso importado da doença

No Piauí já são 8 casos confirmados, sete foram importados de outros estados e o oitavo ainda está sendo investigado. Os sete primeiros casos foram identificados em Floriano, Campo Grande, Teresina e Alagoinha

Segundo a coordenadora, a imunização ainda é o melhor modo de prevenção. “Nós temos ainda a vacina disponível nos postos. As mães realmente não estão atentando para essa forma de controlar o sarampo no Piauí que é levar as suas criança para complementar o esquema de vacinação. A criança só está completamente imunizada quando ela toma a 1° dose aos doze meses e a 2° aos 15 meses”, informa.

A suspeita de uma ocorrência de infecção no estado é no município de Lagoa do Sítio, a mais de 150 Km de Lagoinha, uma das cidades com pacientes. 

A suspeita se deu quando a mãe levou a criança para ser vacinada. “Viram que ela estava com febre e avaliando, o médico constatou que ela tinha todo um quadro clínico compatível com sarampo, porque ela estava com uma febre alta, acima de 38°, também tinha um exantema, uma manchinha no rosto. Essa criança veio transferida para Valença, onde foi colhido exames”, contou Amélia.

Exames realizados no Laboratório Central (Lacen), em Teresina, confirmaram o sarampo  pela identificação pela presença de um anticorpo. Amostras de secreção do nariz e da boca foram coletados e enviados para análise fora do estado. “Só o exame da nasofaringe vai confirmar se o sarampo veio do Piauí ou de fora, como nos outros casos”, informou a coordenadora de Vigilância.

Rastreamento

Segundo a Sesapi, uma equipe de profissionais da saúde fez um rastreamento e não encontrou nenhum indício de que essa criança tenha tido contato com pessoas que estiveram em outros estados.

Valmir Macêdo
[email protected]

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