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Julgamento de réu em morte de policial do Bope é adiado pela 4ª vez

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Foto: Cidadeverde.com

O julgamento de um dos réus no caso da morte do cabo PM Claudemir de Paula foi adiado novamente nesta quarta-feira(20). Esta é a quarta vez, que a defesa de Igor Andrade Sousa, conhecido como Igor Gordão, pede adiamento do júri popular. 

A alegação é o estado de saúde do réu, que após levar vários tiros, foi submetido a uma cirurgia e ainda se encontra em recuperação, por ter a saúde debilitada devido a sua condição de obesidade. Em setembro, o julgamento já havia sido adiado pelo mesmo motivo e marcado para o dia 27 de novembro, mas o advogado entrou com pedido de novo adiamento, por motivo pessoal e foi antecipado para hoje, no entanto o réu alegou impossibilidade de comparecer. A primeira audiência seria em junho, no mesmo mês foi adiada duas vezes.

O pedido de adiamento foi acatado pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Antônio Nollêto. 

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Igor Gordão compareceu a primeira audiência ainda em junho

"Novamente, o julgamento foi adiado a pedido, novamente da defesa. Eles alegam que o acusado está internado e não teria condições de comparecer. Infelizmente, o pedido foi acatado pelo magistrado e esse Júri foi remarcado para data ainda indeterminada, provavelmente no mês de janeiro”, confirma o promotor de Justiça, João Malato. 

O promotor destaca que a Justiça para este caso já se arrasta por quase três anos. No próximo dia 06 de dezembro o crime completa três anos.
 
“A gente espera ansiosamente que esse julgamento seja realizado, porque já está se arrastando muito tempo na Justiça, e a família clama por justiça e o papel do Ministério Público é pedir justiça, que o conselho de jurados acate na integralidade a tese da acusação e em caso de aceito ele está sujeito a uma pena de 12 a 30 anos”, anseia Malato. 

Foto: Cidadeverde.com

Ele destaca que o mesmo crime ainda tem mais sete réus para serem julgados, que entraram com recursos contra a audiência de instrução e julgamento e que estes recursos ainda não foram revistos. Dentre elas, a então namorada do policial, identificada como Maria Ocionira Barbosa de Sousa, que também tinha outro relacionamento, com um dos presos pela morte do PM, Leonardo Ferreira Lima. Ocionira e Leonardo foram apontados pela investigação policial como autores do crime.

Igor Gordão foi apontado pela investigação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), da Polícia Civil do Piauí, como a pessoa que forneceu suporte aos atiradores e teria oferecido as duas armas de fogo para a execução do crime. Ele também teria cedido um veículo roubado para auxiliar na fuga.

Foto: Arquivo pessoal

Participação individualizada, de acordo com a Polícia Civil

*Maria Ocionira (aguarda julgamento em liberdade)

Apontada como coautora intelectual do crime.

*Leonardo (aguarda julgamento em liberdade)

Apontado como o mandante/coautor. Proprietário das armas. Na residência dele foi encontrado o carregador da pistola usada no crime. Ele, inclusive, ostentava a pistola em mesas de bar. 

*Wesley Marlon (faleceu)

Apontado como executor. Tinha participação bastante significativa em latrocínios, roubos e homicídios e, inclusive, esteve preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas-MA. No dia antes execução, ele andou nas imediações onde ocorreria o crime no dia seguinte.  Usou uma pistola 380 para matar a vítima. O trajeto dele nas imediações da casa da vítima e na academia foi monitorado porque o mesmo usava tornozeleira eletrônica.

*Igor (aguarda julgamento em liberdade)

Responsável por recrutar o bando. Foi responsável por repassar o veículo roubado (Fiat Uno Vivace) para ser utilizado na fuga, bem como duas armas. Conhecia os atiradores e o resto do bando.

*Flávio Willame (aguarda julgamento em liberdade)

Apontado como executor. Usou um revólver calibre 38 para matar a vítima. (a arma era de Leonardo)

* Beto Jamaica (aguarda julgamento em liberdade)

Trabalhava como taxista e foi apontado como o intermediador/agenciador. Sabia que matariam um policial. Ele confirmou que se reuniu com o Leonardo várias vezes. 

* Francisco Luan e Thais Monait (Thais aguarda julgamento presa por outro crime / Luan aguarda julgamento em liberdade)

Apontados como 'olheiros'. Ficaram responsáveis por monitorar a vítima, o passo a passo dele na região. No dia do crime, o Luan estava em um canto, próximo ao Fiat Uno Vivace usada na fuga. A Thaís estava sentada próxima da academia e deu o sinal para os atiradores agirem.

* Wagner Falcão (não foi indiciado pela morte)

Testemunha do caso e prestou falso testemunho. Ele era amigo do Leonardo e sabia da arma.

 

Caroline Oliveira
[email protected]

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