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Especialista destaca importância do brincar para desenvolvimento infantil

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“Criança que não brinca, a gente estranha, porque o brincar é a forma natural como ela desenvolve suas habilidades e capacidades”, afirma a terapeuta ocupacional Janiele Melo.

Segundo a especialista, o brincar e o estímulo a atividades lúdicas são muito utilizados na prática clínica da terapia ocupacional, por suas propriedades terapêuticas e pelo favorecimento da aprendizagem.  

“Quando a criança tem alguma deficiência sua autonomia para se engajar em uma brincadeira pode estar comprometida, tornando-se necessário que os pais fiquem atentos aos sinais como dificuldade na interação e socialização nas brincadeiras com outras crianças, apatia, uso inadequados dos brinquedos, entre outros. Nesses casos, o ideal é procurar ajuda profissional, pois essas dificuldades podem levar a prejuízos neuropsicomotores”, ressalta a especialista Janiele Melo.  

A terapeuta destaca ainda que os tratamentos da terapia ocupacional trabalham vários aspectos do desenvolvimento infantil utilizando componentes sensoriais, motores, cognitivos, afetivos e sociais.

“Procuramos trabalhar a percepção, a coordenação motora e movimentos finos, além da compreensão e interpretação do ambiente, o desenvolvimento do pensamento organizado, e também a comunicação verbal e não verbal. A criança é vista como um todo, e os tratamentos procuram ajudá-la a desenvolver os seus potenciais e ainda a criar estratégias para lidar com suas dificuldades”, explicou a profissional.

Estimular é preciso

De acordo ainda com Janiele, o papel dos pais é fundamental na estimulação do brincar no ambiente familiar.

“Estimular a criança em casa é outro ponto importantíssimo. É possível aumentar o nível de interesse, maximizar potencialidades e capacidades, além de favorecer o desenvolvimento integral da criança brincando com os filhos. Isso não significa que os pais sejam os terapeutas, a orientação profissional deve acontecer quando forem observados dificuldades ou transtornos de aprendizagem (dislexia, discalculia), distúrbios sensoriais, transtornos globais do desenvolvimento como o Transtorno do Espectro Autista,  síndromes neurológicas, entre outros, mas tudo começa com o engajamento dos cuidadores”, esclarece a especialista.

Com o que brincar?

Para escolher um brinquedo para seu filho, é necessário levar em consideração algumas características:

*investigue que tipo de brinquedo a criança gosta;

*observe a fase de desenvolvimento da criança, a faixa etária indicada em cada brinquedo com atenção para que não eles não excedam as habilidades e capacidades dos pequenos;

*priorize brinquedos que favoreçam a imaginação, a criatividade, o raciocínio e o faz de conta e também brinquedos que estimulem a interação e a socialização;

*atenção para não comprar brinquedos da moda, sem função específica para seu filho;

*evite brinquedos por meios eletrônicos tablets, celulares, televisão, etc. que ocupem todo o tempo da criança. É importante que a criança conheça o mundo virtual, mas é necessário cautela com esses tipos de brinquedos para não comprometer a qualidade de interação, perdendo a oportunidade de brincar, ampliar e variar o repertório comportamental;

*não considere apenas o aspecto estético do brinquedo;

*crie diversidade! Se a criança já tem vários brinquedos do mesmo tipo, ofereça brinquedos diferentes;

*atenção para as peças pequenas, material seguro, que não traga riscos para a criança ao manusear, e brinquedos que possuam o selo do Inmetro.

A profissional pontua ainda que o mais importante é a atenção e participação da família na vida dos filhos. “Escolher o brinquedo adequado é importante, mas brincar com a criança, interagir com ela e seu mundo tem a capacidade de estimular muito mais o desenvolvimento e o crescimento saudável dos filhos”, finaliza.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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