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Quatro piauienses presos suspeitos de integrarem milícia no Rio de Janeiro

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Atualizada às 14h

A coordenadora do Gaeco do Piauí, promotora Débora Geane Aguiar Aragão informou que os quatro piauienses presos suspeitos de envolvimento no grupo de milícias do Rio de Janeiro, já passaram por audiência de custódia e devem ficar na Penitenciária Mista de Parnaíba à disposição da justiça carioca. 

Além deles, 27 pessoas foram presas no Rio e uma na Bahia na operação Os Intocáveis II deflagrada nesta quinta(30) pelas polícias civil e militar e o Ministério Público do Rio de Janeiro.

A promotora Débora Andrade informou que não há indícios que os presos no Piauí praticavam crimes aqui no estado. “A ação era limitada ao Rio de Janeiro. O grupo praticava vários crimes, entre eles usando empresas fantasmas e utilizavam laranjas nessas empresas. Desse grupo participavam policiais civis, militares, servidores públicos que foram presos”, explicou a coordenadora do Gaeco.  

O Ministério Público do Rio Janeiro divulgou a lista dos 45 denunciados na operação, entre eles, o policial civil do setor de investigações do 16º Distrito Policial carioca, Jorge Luiz Camillo Alves, que foi o responsável pela apuração sobre as construções irregulares na favela da Muzema, onde os prédios caíram.

Essa região era dominada pela milícia que lucrava com construção de imóveis e empreendimentos comerciais, supostamente ilegais. Segundo o MPRJ, Camillo daria apoio.

Veja a lista de denunciados, divulgados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Foto: Maira Monteiro/TV Cidade Verde

Promotora Débora Andrade - coordenadora do Gaeco PI

Matéria original

Quatro pessoas foram presas em Cocal dos Alves (a 262 km de Teresina) suspeitas de envolvimento com uma milícia que atua na zona Oeste do Rio de Janeiro. O cumprimento dos mandados de prisão faz parte segunda fase da operação “Os Intocáveis”, deflagrada pelo Ministério Público e as Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, . 

Ao todo devem ser cumpridos 45 mandados de prisão pelo Brasil. Em Cocal do Alves, uma mulher e três homens foram presos suspeitos de serem laranjas do grupo miliciano, com atuação na comunidade do Rio das Pedras, Muzema e adjacências na capital carioca.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), serviço de inteligência da Polícia Militar e a Polícia Civil. A decisão foi proferida pela juíza da 1ª Vara especializada da cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com a coordenadora do Gaeco no Piauí, Débora Geane Aguiar Aragão, o grupo é o mesmo envolvido na queda dos dois prédios na favela Muzema, zona oeste do Rio, em abril do ano passado, matando 24 pessoas. 

“O Gaeco do Rio pediu apoio a nós, porque encontrou novos integrantes da milícia depois que deflagraram a operação Os Intocáveis I e descobriram que quatro moravam aqui no Piauí, em Cocal dos Alves. Prendemos uma mulher e três homens que são considerados laranjas dentro do grupo criminoso”, explicou a promotora ao Cidadeverde.com.

Os presos foram encaminhados a Cocal, onde devem passar por audiência de custódia. “Eles devem ficar em Parnaíba a disposição da Justiça do Rio de Janeiro, ainda não temos informações se serão recambiados”, destacou a promotora. 

Em julho do ano passado, um construtor identificado como Fernando Vieira de Brito, foi preso também em Cocal dos Alves, suspeito de envolvimento no desabamento de dois prédios em Muzema.  

Primeira fase

A Operação “Intocáveis” foi realizada em 22 de janeiro de 2019 para prender integrantes de organização criminosa que atua nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e adjacências, na zona Oeste do Rio. As investigações, realizadas por meio de escutas telefônicas e notícias de crimes, recebidas pelo canal Disque Denúncia, evidenciaram que os denunciados estavam envolvidos com atividades de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis; receptação de carga roubada; posse e porte ilegal de arma; extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados; ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas, por meio de ‘laranjas’; falsificação de documentos; pagamento de propina a agentes públicos; agiotagem; utilização de ligações clandestinas de água e energia; uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial na região de Jacarepaguá.

 

Caroline Oliveira
[email protected]

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