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Crise poderá eliminar 51 milhões de empregos no mundo, diz OIT

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A crise econômica mundial poderá deixar sem emprego até o final de 2009 cerca de 51 milhões de pessoas no mundo, advertiu nesta quarta-feira a OIT (Organização Internacional do Trabalho) em seu relatório anual.

O peso maior dos cortes de empregos, no entanto, deve se concentrar nos países desenvolvidos. A organização havia informado ontem que, na América Latina, a crise deve eliminar cerca de 2,4 milhões de empregos neste ano.

Em estudo apresentado ontem em Brasília, a OIT mostrou que o ciclo de redução do desemprego na América Latina e Caribe, que vinha se desenhando nos últimos cinco anos, vai chegar ao fim em 2009.
 
Desde 2003, quando o nível de desocupação na região atingiu o patamar de 11,2%, o indicador vinha caindo e chegou a 7,5% em 2008. Com isso, a taxa de desocupação da população economicamente ativa nas cidades pode voltar aos 8,3% de 2007.

Intitulado "Panorama Laboral", o panorama alerta ainda que a perda da renda e do emprego de chefes de família e um processo de retorno de migrantes aos seus lugares de origem podem pressionar ainda mais os mercados mundiais.

No cenário mais otimista para a economia mundial, o mundo pode chegar ao fim do ano com 18 milhões de desempregados a mais que no fim de 2007, com uma taxa global de desemprego de 6,1%. Em um outro cenário, menos moderado, 30 milhões de empregos pode desaparecer no mundo todo neste ano, com uma taxa de desemprego de 6,5% --contra 6% do ano passado e 5,8% de 2007.

Caso as condições econômicas mundiais continuem a se deteriorar, então o número de empregos perdidos poderá chegar a 51 milhões, com uma taxa de desemprego mundial de 7,1%.


Fonte: Folha Online

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