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Após 14 anos do crime, ex-esposa acusada de matar economista é julgada

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Foto: Yasmim Cunha/ Cidadeverde.com

Atualizada às 14h20

Após 14 anos do crime, a acusada de matar o economista José Afonso Vieira dos Santos Júnior vai a júri popular. O julgamento acontece nesta segunda-feira (02), na 2ª Vara Criminal em Teresina, após ser adiado por sete vezes. A ré é Cybelle Moura de Carvalho, ex-esposa da vítima. O júri é mediado pelo Robledo Moraes Peres de Almeida.

O economista foi encontrado morto dentro de um apartamento no bairro Primavera, na zona Norte de Teresina. O caso ocorreu em 2006 e, inicialmente, foi tratado como suicídio, mas a mãe da vítima conseguiu juntar provas e, após investigações, constatou-se que houve um homicídio qualificado.O corpo do economista chegou a ser exumado. 

Foto: arquivo pessoal


A irmã de Afonso Júnior, Andreia Lopes, falou que não tinha uma relação próxima com a cunhada. Nos autos do  processo, a família alega ter encontrado uma nota fiscal de um veneno na residência da vítima. Ela relembra que tentou adiar o enterro do irmão para que a mãe tivesse acesso ao velório, mas não conseguiu, tanto que nenhum familiar estava em Teresina durante o sepultamento. 

"Eu queria o laudo para não deixar ele ser sepultado antes da minha mãe chegar", falou a irmã. A mãe de Afonso Júnior estava no estado do Tocantins no dia da morte.

Testemunhas de acusação relatam que a ex-mulher do economista queria enterrar o marido antes da chegada da família.

 A defesa da acusada pediu que a mãe de Afonso Júnior, Irismar Lopes, não deponha no julgamento.  

Uma médica está sendo ouvida por parte da defesa rebate as possibilidades de assassinado. Segundo ela, não havia sinais que apontassem um homicídio no local onde o corpo foi encontrado.

O conselho de sentença é formado por três mulheres e quatro homens. Passada a fase da oitiva das testemunhas, a ré deve ser ouvida. Cybelle teria chorado muito e passado mal. 

O trabalho é conduzido pelo juiz Robledo Morais. A previsão é que o julgamento seja concluído na madrugada desta terça-feira (3).

Foto: Yasmim Cunha/ Cidadeverde.com

 

Depressão

Familiares e amigos próximos descartam que a vítima tivesse depressão ou algum problema de dependência química que pudesse levar ao suicídio. 

A mãe da vítima lamenta a demora no julgamento.  Irismar Lopes diz que teve que recorrer para a Justiça fora do Estado. 

Foto: Yasmim Cunha/ Cidadeverde.com

"Estou realizada de ver o julgamento chegar ao que chegou hoje. Quantas famílias ainda aguardam pra ter o seu caso julgado? para isso, eu tive que ir pra Brasília, pro CNJ e STF. Tive que fazer carta e ir até pessoalmente. Meu filho não se suicidou. Mataram ele e quero que quem matou seja julgado por isso. Não largarei essa causa. Não aceito o que essa família fez com meu filho",  desabafou a mãe. 

O Cidadeverde.com aguarda a defesa da acusada que informou que vai se pronunciar sobre o caso.

 

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Graciane Sousa e Valmir Macêdo
[email protected]

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