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Firmino Filho divulga boletim e adia a segunda etapa de reabertura das atividades para o dia 20

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Foto: Reprodução
 
A Prefeitura de Teresina decidiu adiar a segunda etapa de reabertura das atividades econômicas. O processo que teria início na próxma segunda-feira (13) foi adiado para o dia 20. Segundo o prefeito Firmino Filho (PSDB), a decisão foi tomada devido o desrespeito ao decreto de isolamento social na região do Centro da cidade.
 
 
“Quando iniciamos o processo, muitos setores não autorizados a funcionar, começaram a funcionar. É o que vimos no Centro. As pessoas acham que voltou a vida normal. Não é verdade. Aumentamos a fiscalização de vários comércios que desrespeitam. Isso coloca em risco toda a nossa estratégia. Somos forçados a fazer um congelamento do processo de retomada. A volta de outros setores para o dia 13 foi postergar para o dia 20 de julho. Isso porque tivemos desrespeito ao decreto, especialmente, na região central. Não podemos colocar a população em risco por causa de meia dúzia de pessoas”, afirmou.
 
Firmino também afirma que a prefeitura também voltou a estudar a possibilidade de fazer rodízio de carros na região.  O prefeito disse que o desrespeito ao decreto coloca em risco todo o trabalho para barrar a transmissão do vírus na capital.
 
“O rodízio de carros é uma coisa que gera muitas reações. Mas diante do desrespeito vamos  fazer. Vamos observar a movimentação no Centro até a quinta-feira. É uma medida difícil porque atrapalha os setores essenciais. Se não for respeitado, novas medidas serão tomadas. Se abrir de qualquer jeito, teremos que fechar”, afirmou. 
 
Dados positivos
 
Apesar do desrespeito ao isolamento social, os dados da  12º  etapa da pesquisa sorológica mostram que Teresina já passou pelo período de pico do coronavírus. O r-zero, a capacidade de uma pessoa infectada contaminar outras pessoas  ficou abaixo de 1 ao atingir 0.72. 
 
“Na 10º etapa o r-zero estava em 1.06. Na 11º etapa foi de 1.03. A gora, pela primeira vez, chegou em 0.72, ou seja, estamos abaixo de 1. Isso significa que reduziu muito o número de pessoas que podem ser infectados por uma pessoa contaminada. Isso mostra que a transmissão da doença já saiu do pico . O pico é no r-zero igual a um. Saiu de 1, saiu do pico”, explicou o prefeito Firmino Filho. 
 
Crescimento descrecente 
 
Pela primeira vez,  a curva da doença apresentou crescimento  negativo de -6%. Na pesquisa passada, o crescimento já havia caído para 7%, MS ainda era positivo.
 
“Pela primeira vez apresentou uma curva de crescimento negativo.  Nas ultimas duas semanas a circulação do vírus se encontra estável. Isso pela primeira vez. A doença se encontra em estabilização. Tem evidencia que o pico foi atingido na segunda quinzena de junho e inicio de julho. O mês de junho foi o platô. Evidencia de que estamos em um patamar elevado e temos uma pequena queda”, disse.
 
Teresina possui 156.623 pessoas  positivadas, ou seja, com a presença de anticorpos para o novo coronavírus. Isso significa que 18,11% das pessoas da cidade já foram infectadas pelo vírus. 
 
Subnotificações
 
Os dados oficiais de contaminados é de 7.466. Isso representa uma subnotificação de 21 vezes. Porém, outro dado positivo é que  a subnotificação tem caído ao logo das etapas da pesquisa. 
 
“A diminuição das subnotificação chama atenção.  Vem caindo a cada pesquisa. É uma boa tendência. Tem muita testagem sendo feita. A prefeitura começa a utilizar não só os testes de anticorpos, mas também o teste de antígeno, que pode ser aplicado antes do oitavo dia. Isso vai aumentar a capacidade de diagnosticar. Podemos dizer que é a redução significativa da subnotificações”, afirmou Firmino. 
 
O número de pessoas com anticorpos também cresceu. Segundo a pesquisa, o número de pessoas imunizadas é de 72.041. Essas pessoas já possuem o igg+. “Do total de 156.685 pessoas positivadas, 72.041 estão imunes. Quem está em uma fase de infecção é algo em torno de 100 mil pessoas. São essas pessoas que fazem uma barreira para a evolução do vírus. Quando as pessoas estão imunizadas, o vírus encontra uma barreira para crescer”, afirmou. 

Número de óbitos

O único dado que ainda não apresentou números positivos é o número de óbitos. “Os óbitos residentes são de 480 pessoas. O pico de óbitos foi dia 29 de junho. A tendência é de queda, mas essa tendência  ainda não foi confirmada”, destacou. 

 

Lídia Brito
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