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Execução de vigilante pode ter ligação com homicídio em 2003, investiga DHPP

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A morte do vigilante Lívio Rondinelli Batista, executado com nove tiros, na última segunda-feira (24), pode ser uma resposta  ao homicídio cometido por ele no ano de 2003.  O histórico da vítima forneceu aos investigadores uma informação importante na qual está apoiada uma das linhas de investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que segue na tentativa de identificar a autoria do crime. 

O Jornal do Piauí teve acesso a um documento sobre o crime cometido há 17 anos.  Em 2003, a vítima Otacílio Pereira da Silva foi morta em um bar na avenida Higino Cunha, bairro Ilhotas, sem chances de defesa e por motivo fútil. Lívio foi condenado por júri popular a 14 anos de prisão pelo homicídio. 

Na época do crime, a Polícia Civil apontou como motivação o conflito existente entre gangues atuantes na zona Sul de Teresina. Os autores seriam membros da turma "capelinha de palha" cuja a base ficava na região do bairro Nossa Senhora das Graças, na zona Sul. Após 17 anos, os investigados tornam-se alvos da mesma prática da qual foram acusados. Uma possível vingança, aguardada por quase duas décadas e executada com frieza.

No sistema de consulta do Tribunal de Justiça consta outro réu no processo: Leo Marques Pereira Santos Costas. A ocorrência registrada em 16 de dezembro de 2014 indica que ele foi impronunciado. O juiz decidiu que o réu não deveria ir a júri popular.

Em abril desse ano, Leo Marques, que é mecânico, levo pelo menos 10 tiros ao deixar um supermercado no bairro Promorar, zona Sul da capital. A vítima sobreviveu, mas ficou paraplégica. O inquérito da tentativa de assassinato corre no 4º Distrito Policial. Por enquanto, sem autoria definida. 

O avanço das investigações vai mostrar se Leo Marques e Lívio Rondinelli são parte de um mesmo plano de execução e quem teria interesse na morte dos dois.

 

Carlienne Carpaso (com informações de Tiago Melo)
[email protected] 

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