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Retomada de júri de feminicídio é adiada após réu testar positivo para Covid

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Fotos: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Mais um réu, que seria julgado em sessão do Tribunal do Júri, está positivo para a Covid-19 e por isso teve seu julgamento adiado. Nesta quarta-feira(30), a 2ª Vara retomaria os casos de feminicídios ocorridos em 2018, em Teresina, mas foi cancelado. A situação é parecida com a que aconteceu na segunda-feira(28), em um caso de homicídio, quando o preso também testou positivo. 

O primeiro caso de feminicídio seria da morte de Joana D’Arc Silva, de 30 anos, na Vila Wall Ferraz, na zona Sul em 31 de maio de 2018.  O réu é Hamilton Macedo Santos, era marido de Joana e que teria dado nove golpes de facão na esposa, na frente do filho dela de apenas 4 anos, segundo consta nos autos do processo. 

Hamilton está recolhido na Penitenciária Prof. José Ribamar Leite (Casa de Custódia) e como testou positivo está isolado em quarentena. O Ministério Público do Estado requereu pelo adiamento acatando uma nota técnica da Secretaria de Justiça para não movimentar presos com casos suspeitos. 

“A necessidade de não movimentar os casos suspeitos seria violada, no entendimento do Ministério Público, com a condução do preso de seu pavilhão de origem para outra sala, onde estariam instalados os equipamentos de videoconferência. Haveria risco ainda aos policiais penais com a condução do preso a outro recinto, diverso daquele em que se encontra cumprindo o isolamento”, afirma o juiz Sandro Francisco Rodrigues em sua decisão nesta quarta.

O julgamento foi remarcado para o dia 20 de novembro de 2020. A defesa aproveitou para pedir a liberdade provisória do preso, mas o juiz não acatou informando que não há inércia da justiça em relação ao excesso de prazo e sim por situações que “foge ao alcance deste juízo, ante a situação pandêmica e de contaminação do acusado pela COVID-19”.


Caroline Oliveira
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