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Paralisação do futebol gerou grave crise financeira em clubes

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O futebol brasileiro parou em março, com a suspensção dos campeonatos estaduais e o adiamento das competições nacionais. Estava bem claro já naquela oportunidade que as consequências seriam graves. 

A CBF, via federações, prestou socorro em muítos casos, mas não haveria como evitar totalmente uma crise de longa duração. Tivemos alguns clubes desistindo de participação em campeonatos, após a avaliação de que não teriam como manter os seus profissionais.

Campeonatos Estaduais ( nem todos ) voltaram, foram iniciados os Nacionais das Séries A, B, C e D, a Copa do Brasil, a Libertadores da América, a Sul-Americana, porém sem público, sem receita de bilheteria e ainda com o aumento de despesas com os testes da covid em seus jogadores, além do tratamento médico em muítos deles.

Os beneficiados com gordas cotas de TV vão se mantendo, mesmo com dificuldades, porém o Cruzeiro viu a sua crise provocada por administração agravada ( o caso está na polícia ); esta semana o Presidente do Santos Futebol Clube, Orlando Rollo, declarou que "está de chapéu na mão", apelando para contribuições de doações de torcedores sejam da classe média, rica, milionária, não importa, conformo está no Diário O Lance.  

Acreditamos que também houve queda na receita proveniente dos sócios. E a situação não é boa em outra agremiações de grande porte do futebol brasileiro. O setor social não funciona.
 
Entre os vários clubes dos chamados pequenos do nosso futebol a situação chega a ser dramática. O Imperatriz chegou a anunciar uma possível desistência das competições, mas foi em frente. Agora é o lanterna da Série C do Campeonato Brasileiro. Em 12 jogos está com 11 derrotas e 01 empate, nenhuma vitória. 

A Sociedade Esportiva Gama de Brasília, líder na Série D com 22 pontos, está diante da ameaça de greve dos seus jogadores, que afirmaram "estamos cansados de promessas; sem atualização dos salários não mais iremos a campo". 

O São Caetano, campeão paulista da A-2, escalou os garotos no jogo com o Pelotas-RS e foi goleado por 9 x 0. Os titulares não jogaram. No Campeonato Paulista de Futebol Feminino, o Taboão da Serra foi goleado pelo São Paulo por 29 x 0.

Em vários outros clubes,jogadores ameaçam greve porque não estão recebendo os seus salários. É provável que, desiludidos por más campanhas, sem esperanças de recuperação, alguns clubes desistam pelo caminho.

Outros segmentos do esporte enfrentam as mesmas dificuldades, embora não tenham o mesmo volume de despesas. A imprensa esportiva praticamente parou em alguns lugares por falta de patrocínio.

Até mesmo os esportes amadores dos bairros das capitais e cidades do interior têm sofrido as consequências da crise sem precedente na história do esporte brasileiro.

Que passe o trágico ano de 2020. E que venha 2021. Não é possível que seja pior.

Dídimo de Castro
[email protected]

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