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Prefeitura do Rio proíbe som e queima de fogos na orla durante o Réveillon

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Foto: Instagram/Prefeitura_rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu ampliar as restrições ao Réveillon diante do aumento das infecções pelo novo coronavírus. O prefeito em exercício, o vereador Jorge Felippe (DEM), proibiu qualquer queima de fogos e o uso de aparelhos de som na madrugada do dia 31 para o dia 1º.

A primeira regra (fogos) vale das 0h às 7h e a segunda (som), das 0h às 6h, em toda a extensão da orla da cidade. A prefeitura também prevê uma barreira de fiscalização para impedir o acesso de ônibus, micro-ônibus ou vans de fretamento ao município durante a madrugada.

Está bloqueada ainda a circulação de transporte público até Copacabana (zona sul) e Barra da Tijuca (zona oeste) a partir das 20h da noite de Ano Novo, além do estacionamento próximo à praia e às ruas do entorno. A intenção é desestimular aglomerações nas duas regiões, tradicionalmente cheias nessa data.

Quiosques na orla poderão funcionar desde que não haja venda de ingressos, shows, instrumentos sonoros ou áreas cercadas. Também estarão proibidos, das 0h às 6h, os barraqueiros que ficam em pontos fixos, tanto na areia da praia quanto no calçadão.

"Temos que buscar, acima de tudo, a preservação da vida e da saúde, ninguém desconhece a gravidade da Covid-19. Exige dos homens públicos medidas austeras e, com certeza, vamos encontrar por parte da população a solidariedade, o empenho e a responsabilidade necessária para que possamos evitar o aumento do contágio", disse Felippe, em nota.

Um plano mais detalhado sobre as medidas será apresentado na segunda (28). O prefeito em exercício já havia dito na quarta-feira (23) que Copacabana seria fechada para carros na noite do dia 31, permitindo apenas a passagem de veículos de moradores, e que os acessos à cidade seriam bloqueados para ônibus de turismo.

A festa oficial de Réveillon foi cancelada no meio de dezembro pelo então prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que está em prisão domiciliar desde quarta - o presidente da Câmara Municipal assumiu a prefeitura porque o vice Fernando Mac Dowell morreu em 2018.

A ideia inicial era fazer o evento sem público e sem queima de fogos, pela televisão e internet, mas a administração avaliou que o cancelamento total seria a medida mais prudente. Crivella também já havia proibido as festas privadas na data, nos quiosques da orla e na praia.

Assim como outros estados, o Rio de Janeiro enfrenta um forte crescimento da transmissão do novo coronavírus. Na capital, a taxa de ocupação na rede pública neste sábado (26) chegou a 92% para leitos de UTI e 88% para leitos de enfermaria. A fila de espera por uma vaga na região acumulava 215 pessoas, sendo 113 para terapia intensiva.

Fonte: Folhapress 

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