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Assassinato de vigilante completa um ano sem respostas, lamenta família

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Foto: arquivo pessoal

O assassinato do vigilante Fernando Alves Mendes, de 52 anos, completou um ano no dia 31 de dezembro, sem respostas. Com medo, a filha da vítima conversou com o Cidadeverde.com e prefere não se identificar. A família suspeita que o vigilante foi morto por alguém conhecido. 

“Estamos desacreditados se vão fazer alguma coisa, se vão encontrar os culpados. Meu pai deve conhecer quem fez isso com ele porque não levaram nada. A moto não foi levada, talvez soubessem que tinha rastreador. Não levaram o celular, talvez como medo de conseguir ser rastreado”. 

A família já foi pessoalmente ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso. “Ninguém até hoje foi preso. Nós vamos ao DHPP, mas nunca tem uma resposta do que tenha acontecido, de quem tenha feito isso com ele. Eles só dizem que estão investigando e que não podem repassar nada para a família”, conta. 

Devido a perícia, a família conta que o vigilante foi morto no dia 31 de dezembro de 2019, no local em que trabalhava, em uma mineradora no bairro Angelim, zona Sul de Teresina. O corpo só foi encontrado na noite do dia 01 de janeiro de 2020, após a família buscar pela vítima. A família conta que o vigilante era um homem calmo, tranquilo e sem inimizades.  

“Ele saiu para o trabalho e disse que iria voltar a noite, mas não voltou. Meus pais são divorciados e ele estava conhecendo uma pessoa. Pensávamos que ele estava com essa pessoa. No outro dia, ele passou o dia todo sem dar notícia. Meu irmão e meu tio começaram a buscar por ele (e o encontram sem  vida). 

O vigilante foi morto com golpes na cabeça. A arma do crime seria um pedaço de madeira. A família disse que a investigação chegou a ouvir familiares e outras pessoas. O celular da vítima continua no DHPP. 

O Cidadeverde.com tentou contato com o delegado responsável pelo caso e com a coordenação do DHPP. Sem sucesso, acionou a assessoria de comunicação da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí e aguarda nota de esclarecimento. 

 

Foto: Izabella Pimentel/ Cidadeverde.com

Da Redação
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