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Diretora da SBIm diz que Coronavac é eficiente para impedir que doença se agrave

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A diretora Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, defendeu a importância do uso da CoronaVac, vacina de origem chinesa eque está sendo desenvolvida e fabricada pelo Instituto Butantan (SP), na vacinação no Brasil. Segundo a médica, mesmo com eficácia geral 50,38%, a vacina demonstra que impede a evolução da doença  para quadros graves, muito graves e internação em UTIs. 

"Para esses quadros clínicos, a vacina aparentemente demonstra uma eficácia maior e vai funcionar para prevenir exatamente esse tipo de casos. Eu posso pegar, tenho quase 50% de chances de pegar, mas terei forma leve, não precisarei ir ao médico, eu posso nem saber que eu tive por ser um sintoma tão leve. Aí é que reside a importância dessa vacina. Então, em termos de controle da situação atual, é válida sim e é a vacina que a gente tem", explica a diretora da SBIm.

Ela destaca ainda que a eficácia geral de 50,38% da Coronavac é referente a todas as formas da Covid-19.

"Mas quando você vai ver as formas graves e muito graves, aquelas que levam você ao médico e são elas que são perigosas, a vacina demonstra uma eficácia maior. Então, ela vai funcionar pra prevenir exatamente esse tipo de caso", reitera.

No país a expectativa para o início da vacinação é para a próxima semana. Flávia Bravo reforça a necessidade de iniciar a imunização com as doses disponíveis e frisa que "vacina na prateleira é inútil".

"A expectativa são pelas 6 milhões de doses da Coronavac e 2 milhões de doses da Oxford que, se Deus quiser, a partir de segunda-feira estarão disponíveis para a nossa população. Agora, depende da eficiência da nossa vacinação. Não adianta ter vacina na prateleira, não adianta ter vacina se não tem vacinação. Vacina na prateleira é inútil, vacina não autorizada para uso é inútil. Por mais que tenhamos alguns resultados, pouco tempo de observação, mas é com isso que temos que lidar, com as informações que temos hoje. A situação é muito grave", defende a médica. 

Em entrevista ao Notícia da Manhã, desta quinta-feira (14), a diretora da SBIM destacou também que o início da vacinação não significa o controle da doença. Ela também justificou a escolha do público prioritário na campanha. 

"No primeiro momento, o que a gente vai controlar é a morbidade da doença, o impacto. Estamos começando com poucas doses e é justo que se comece com os profissionais de saúde porque esse impacto da doença é pior quando não se tem um profissional de saúde, uma estrutura de saúde suficiente para atender esse enorme número de pessoas que estão adoecendo. Então, eu tenho que proteger aquele que atende, aquele que é mais suscetível, aquele que sofre mais e é isso que vai ser feito no primeiro momento quando vamos controlar o impacto, reduzir o número de doentes graves, internações e mortes, preservar aqueles que estão atendendo e a estrutura de saúde. Controle da doença não dá pra falar em curto prazo porque depende de disponibilidade de vacinas [...] para controlar é preciso ter vacina suficiente para vacinar a maior parte da população", disse Flávia Bravo. 

 

Graciane Sousa
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