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Lula é ameaça para quem não quer democracia, diz Wellington Dias

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Foto: Dantércio Cardoso

O primeiro discurso do ex-presidente Lula após a anulação de suas condenações no âmbito da Lava Jato repercutiu no Piauí. O governador do estado, Wellington Dias, disse em uma rede social que o petista é uma ameaça para quem não quer democracia. Lula falou por mais de uma hora no final da manhã desta quarta-feira (10) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

"É, mais do que nunca, o maior líder popular do Brasil! E por ser esperança, é ameaça para quem não quer democracia, para quem tem ódio e não quer paz, ameaça para quem quer um Brasil para todas as pessoas. Precisamos cuidar dele! Todas as Bênçãos de Deus para Lula", afirmou.

Para Wellington Dias, o ex-presidente representa estabilidade para o país. "Lula, ao contrário do que disseram, é segurança, estabilidade e desenvolvimento social. É a esperança para o Brasil, para os que sofrem. Entrou no coração e não está mais só na mensagem dele. Está nas ruas, nas cidades, na boca do povo, ganhou o Brasil e o mundo", declarou no Twitter.

O governador destacou ainda que a mensagem do ex-presidente é histórica. "Ele tem sentimento, lembrou de Dona Mariza Letícia, seu neto e irmão falecidos. Momentos que foram duros para ele. Reconheceu as cicatrizes que ficaram, mas deixou a mensagem de não guardar mágoas, e não abre mão de lutar juridicamente para completar a derrota das mentiras jurídicas e de seus autores, que marcarão a história de forma vergonhosa". afirmou.

Lula disse em seu pronunciamento que foi vítima da "maior mentira jurídica contada em 500 anos de história" do Brasil.

Apesar de celebrar a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgá-lo nos processos da Lava Jato, Lula garantiu que continuará brigando na Corte para que Moro seja considerado suspeito.

Com a sessão desta terça-feira, o placar na Segunda Turma do STF está empatado em 2 a 2, mas há expectativa de que a ministra Cármen Lúcia, que votou contra o pedido da defesa do petista no início do julgamento, em 2018, mude seu posicionamento quando se manifestar novamente. O julgamento foi suspenso após pedido de vistas (mais tempo para análise) feito pelo ministro Kassio Nunes Marques.

Hérlon Moraes
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