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Motoristas de ônibus aceitam proposta do TRT e suspendem greve por 90 dias

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Atualizada às 14h50


Os motoristas e cobradores de ônibus, em greve há 36 dias, resolveram na tarde desta segunda-feira (15) aceitar a proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de suspender por 90 dias o movimento paredista.

Na manhã de hoje, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT- 22), Liana Ferraz de Carvalho, mediou reunião entre Sindicato e empresários de ônibus. 

A presidente deu um ultimato até às 16h para os grevistas definirem uma posição. Agora há pouco os motoristas resolveram acatar a proposta.

Na nova proposta de conciliação, ficaram acertados os seguintes termos: trégua no movimento paredista por 90 dias, com a suspensão do Dissídio Coletivo de Greve; realização de reunião com mediação do MPT dentro do prazo de 90 dias para negociar norma coletiva e para apresentar as planilhas de custos de ticket e plano de saúde pelo SETUT; pagamento do salário de janeiro, até quinta-feira (18) para quem trabalhou no mês de janeiro.  
 
Ficou acordado ainda que caso o município de Teresina repasse algum recurso, o SETUT encaminhará o valor, em até 24 horas, aos trabalhadores do Sintetro. 

“Nossa intenção é chegar a um acordo pacífico que beneficie não só as partes, mas principalmente os usuários do sistema de transporte público da Capital”, afirmou a desembargadora Liana Ferraz de Carvalho.

Atualizada às 13h30
 
A reunião contou com a participação de representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Piauí (SINTETRO-PI), do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), sob mediação da Desembargadora-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT 22), Liana Ferraz de Carvalho. 

 

Atualizada às 13h

A reunião entre o Setut, Sintetro, MPT e Tribunal Regional do Trabalho (TRT) terminou por volta das 11h30, com uma nova proposta de conciliação, que o Setut aceitou, mas o Sintetro pediu até às 16 horas para dar uma resposta. 

Na reunião ficou deliberado a suspensão da greve por 90 dias, assim como o dissídio; reunião com o MPT como mediador para negociar norma coletiva, com apresentação das planilhas de custos pelo Setut; pagamento do salário de janeiro apenas para quem prestará serviços - até quinta-feira – dia 18/03. Caso o município repasse algum valor, o Sindicato pagará o valor em até 24 horas. 

As outras propostas são que: “se o município pagar o acordo ao Sintetro por meio do Setut, este fará repasse imediato (24 horas) aos trabalhadores; quanto aos salários dos dias parados, o dissídio prosseguirá para que seja decidido pelo Tribunal, inclusive quanto ao tema”, deliberou a presidente do TRT, desembargadora Liana Ferraz.

Matéria original

Enquanto parte da diretoria do dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro) está reunida com Ministério Público do Trabalho (MPT) e Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina  (Setut), em uma nova audiência de conciliação para tentar uma trégua na greve dos motoristas e cobradores de ônibus, os trabalhadores tomam as escadarias do Palácio da Cidade querendo uma audiência com o prefeito Dr Pessoa (MDB). A greve completa hoje 36 dias.

A manifestação iniciou por volta das 8h30 desta segunda-feira(15). E de acordo com o Francisco Sousa, secretário de Previdência e Assistência do Sintetro, a reivindicação é pedir que o prefeito intervenha.

“Nós queremos uma audiência com o prefeito, pedir que ele resolva nosso problema. Continuamos sem receber os salários atrasados e sem perspectiva da convenção (trabalhista). Está tendo outra reunião no TRT, a de sexta não deu em nada”, informou Francisco Sousa ao Cidadeverde.com.    

O presidente do Sintetro, Ajuri Dias, participa da audiência no TRT. A proposta de sexta-feira era de uma trégua de 120 dias na greve. Na oportunidade, Ajuri informou que só levaria para votação em assembleia, depois deste encontro de hoje, que ainda está acontecendo. 

Ele participou da manifestação antes de ir para o encontro, no início da manhã. 


Caroline Oliveira e Yala Sena
[email protected]

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