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Polícia identifica suspeito de crime de fake news contra políticos do Piauí

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Foto: Roberta Aline

Delegado Anchieta Nery, que preside o inquérito

 

A Polícia Civil do Piauí identificou que um jornalista de Valença – nome não foi divulgado – disparava cerca de 200 mensagens falsas – chamada fake news – contra políticos do Piauí. Os alvos dele eram autoridades políticas como o governador Wellington Dias (PT), o ex-secretário de Segurança Pública, Fábio Abreu, o secretário estadual de Cultura, Fábio Novo, deputados e até o juiz de Valença. 

A investigação é da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) com apoio do Laboratório Cibernético da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

O delegado Humberto Macola, gerente de Inteligência da Polícia Civil, que coordena o Laboratório Cibernético, informou que uma empresa de marketing contratou o jornalista para fazer os disparos de mensagens falsas contra os políticos do estado. 

“O DRCI e o Laboratório Cibernético já reuniram provas para constatar os crimes e ele confessou.  Ele disparava ao mesmo tempo de 100 a 200 mensagens fake news por minuto”, informou o delegado.  

O delegado ressalta que a liberdade de expressão é garantida como opinião. “O que não se pode é mascarar a verdade publicando inverdades, mentiras com intuito de prejudicar alguém”. 

 

Atualizada às 8h 

Uma operação para cumprir mandado de busca e apreensão em Teresina, contra suspeito de disseminar agressões em redes sociais a autoridades políticas e candidatos nas eleições de 2020 foi deflagrada pela Polícia Civil. A Operação Fake News investiga crimes contra honra praticados contra o governador Wellington Dias secretários, deputados e prefeitos e pré-candidatos a prefeito, que foram candidatos nas últimas eleições. 

O suspeito do crime receberia recursos públicos da prefeitura da Valença (a 220 km de Teresina) e teria sido contratado para por um marqueteiro do Ceará, para difamar candidatos nas eleições de Teresina.  

A investigação da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática - DRCI, com apoio da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública – DINTE/SSP, iniciou ainda no começo do ano passado, quando foram instaurados inquéritos policiais, para apurar crimes contra a honra (calúnia, difamação) praticados contra autoridades públicas no Piauí em redes sociais (Facebook e WhatsApp). 

De acordo com a nota da Polícia Civil, dentre as vítimas iniciais havia o Governador do Estado, secretários de estado, deputados estaduais, prefeitos e pré-candidatos a prefeito. Com o avanço do trabalho policial a DRCI observou indícios de que os ataques partiam de um mesmo investigado, e possivelmente estariam sendo financiados com recursos públicos.

A investigação apurou que entre as vítimas estavam o então Juiz eleitoral de Valença, uma vereadora e um pré-candidato a prefeito dessa mesma cidade. 

“Com a quebra de sigilo bancário e colaboração do Tribunal de Contas do Estado - TCE, se demonstrou que o investigado, autor direto dos crimes, recebia recursos, sem licitação ou contrato prévios, da Prefeitura de Valença, durante o período de execução dos crimes”, destaca a nota.

Segundo o Delegado Anchieta Nery, titular da DRCI, “o investigado responsável por disseminar as agressões nas páginas e perfis falsos confessou a prática em interrogatório policial, afirmando que os ataques às autoridades de Valença tinham como mentor o então Secretário de Governo da cidade, em 2020. Quanto aos ataques a líderes dos partidos PT e PR em Teresina, o investigado afirmou ter sido contratado por um marqueteiro do Ceará, que atuava para um partido adversário destes nas eleições da capital, também em 2020.” 

Segundo a autoridade policial, a confissão do investigado foi corroborada por elementos de prova técnica colhidos no Inquérito Policial (afastamento de sigilo bancário e de dados).

Nesse sentido, novas diligências serão realizadas para delinear a participação de demais pessoas nos crimes. "A quantidade de perfis e grupos em redes sociais manipulados, pelos investigados com objetivo de manipular a opinião pública com objetivos eleitoreiros caracteriza verdadeiro ato atentatório à democracia", explica delegado Anchieta Nery. 

O titular da DRCI, a Polícia Civil alerta à população em geral que crimes cometidos em meio virtual, como quaisquer crimes, são passíveis de responsabilização e a Instituição tem o conhecimento técnico e ferramentas necessárias para a realização da investigação policial.

Maiores informações podem ser fornecidas pelos delegados responsáveis pela ação na Delegacia Geral, às 11 h. 

Aguarde mais informações

 

Flash Yala Sena (com informaões da Polícia Civil)
[email protected]

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