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Reino Unido promete impor dificuldades à realização da Superliga europeia

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O governo do Reino Unido se posicionou de maneira veemente contra a criação da Superliga, anunciada no último domingo (18) por 12 dos principais clubes da Europa. O secretário de Estado para Cultura, Mídia e Esporte, Oliver Dowden, prometeu atuar para impedir que o plano vá adiante.

"Não tenha dúvida que vamos agir. Vamos colocar tudo na mesa para evitar que isso aconteça", disse Dowden, que teve uma reunião com o primeiro-ministro, Boris Johnson, e ameaçou com novos impostos as seis equipes inglesas envolvidas no projeto.

"Estamos examinando todas as possibilidades, como reformas nas leis de competição e mudanças nos mecanismos que permitem a prática do futebol. Para colocar de maneira simples, vamos revisar tudo o que o governo faz para apoiar esses times a entrar em campo", acrescentou o secretário.

Manchester United, Manchester City, Chelsea, Liverpool, Arsenal e Tottenham são os representantes da Inglaterra entre os integrantes anunciados da Superliga, uma multibilionária liga de futebol que organizaria disputas entre os principais europeus. Completam o grupo Barcelona, Real Madrid, Juventus, Inter de Milão, Milan e Bayern.

A movimentação gerou forte reação de entidades como a Fifa, que organiza o futebol mundial, e a Uefa, responsável pela administração do esporte no continente europeu. A nova competição causaria grande impacto na distribuição de poder e dinheiro do desporto.

"Vamos fazer o que for necessário para proteger nosso jogo", disse o secretário do Esporte britânico. "Em resumo, estamos olhando tudo o que fazemos para facilitar o trabalho desses clubes e observando se devemos continuar oferecendo isso, porque não me parece que o governo deva dar apoio diante dessa proposta", concluiu Dowden.

O político teve encontros com dirigentes da Premier League, a liga que organiza o Campeonato Inglês, e da FA, a federação inglesa. Ele avisou que pretende rever as diretrizes de policiamento nas partidas e de vistos para jogadores.

Boris Johnson já havia manifestado seu descontentamento. Para o primeiro-ministro, "os planos para uma Superliga europeia seriam muito prejudiciais para o futebol, atacariam no coração o jogo nacional e preocupariam os torcedores de todo o país".

A resistência não surpreendeu o grupo por trás da Superliga. Ao anunciarem os planos, os proponentes da ideia afirmaram ter tomado providências do ponto de vista jurídico para evitar bloqueios impostos ao seu projeto.

Fonte: Folhapress

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