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Atletas do basquete pedem penhora da taça da Libertadores do Vasco em ação

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"Vou torcer pro Vasco ser campeão/ São Januário, meu caldeirão! Vasco, a tua glória e a tua história/ é relembrar, o 'expresso da vitória'! Contra o River Plate sensacional (gol de quem?)/ gol do Juninho, monumental!", canta a torcida do Vasco nas arquibancadas de São Januário para relembrar a conquista da Copa Libertadores de 1998. 

Agora, a taça da competição de clubes mais importantes da América do Sul está ameaçada de perder seu lugar no memorial do clube.

Isso porque dois jogadores que atuaram pela equipe de basquete do Vasco entre 2018 e 2019, o americano Nicholas Nathaniel Okorie e Luiz Paulo "Lupa" Cecilio, entraram com ações na Justiça pedindo valores que, dizem, o clube deveria a eles.

Para receber, solicitaram, entre outras coisas, a penhora da taça conquistada por Luizão, Donizete Pantera, Juninho Pernambucano e todo o elenco cruz-maltino em 1998.

"A penhora dos bens do clube réu, em especial os troféus da Libertadores da América, na forma do artigo 659 do CPC, no endereço constante da inicial, devendo ser penhorado. É necessário informar que o clube réu apenas cumpre a obrigação de garantir a execução, através de retirada de guia, quando há penhora de um único bem, qual seja, os troféus que estão na sede do clube, valendo ressaltar que os demais bens que porventura foram penhorados, o Réu deixa proceder ao leilão, pois repõem o bem com um novo, causando com isso demora em garantir a execução, uma vez que alguns bens não são arrematados em futuros leilões", manifestou a defesa dos jogadores nas ações.

O ala americano Nick Okorie defendeu o Vasco entre outubro de 2018 e abril de 2019 e deveria receber um salário de R$ 16 mil por mês. Já o pivô Lupa jogou de agosto de 2018 a junho de 2019, com um salário mensal de R$ 9 mil.

Ambos pedem o pagamento de férias, verbas rescisórias, 13º salário, depósito do FGTS, mais multa. Além da penhora da taça da Libertadores, a defesa dos atletas pediu para que fosse expedido ofício para bloqueio de crédito em mão de terceiros.

Assim, a Justiça pediu para que a Globo colocasse à disposição deste juízo a importância atual ou futura que seria repassada ao réu, a título de cota de patrocínio de transmissão de jogos de televisão referente ao Campeonato Brasileiro de 2019/2020 e Copa do Brasil de 2019/2020.

O mesmo pedido foi feito para a CBF, para que ela cedesse os créditos devidos ao Vasco a título de metas no Campeonato Brasileiro ou Copa do Brasil, e para a Federação Estadual do Rio de Janeiro (FERJ), a título de metas e premiações no Estadual do Rio.

"Consigne-se que o clube executado não possui quaisquer valores a receber por intermédio da Ferj, já que receitas a serem por ele auferidas em razão do contrato de transmissão em TV Aberta do Campeonato Carioca 2021/20222, firmado com a Televisão Record Rio de Janeiro Ltda., deverão ser pagas por esta diretamente ao clube", respondeu a Ferj à Justiça.

Na ação de Nick Okorie, a Justiça chegou a bloquear as contas do Vasco, em 25 de novembro do ano passado, para tentar levantar R$ 64.350,00, mas as 12 contas do Vasco estavam zeradas na ocasião.

Procurado pela reportagem, o Vasco da Gama respondeu que "não comenta ações judiciais em andamento".

THIAGO BRAGA
SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS)

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