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Delegada pede às mulheres que denunciem agressões à polícia

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A coordenadora do Departamento Estadual de Proteção à Mulher, delegada Bruna Verena, comentou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelaram que o Piauí tem a maior taxa do país de mulheres que sofreram violência física. 

A delegada pede às mulheres que façam denúncias e disse que a responsabilidade pela violência contra a mulher também é da sociedade.

“O que a gente ressalta, o que a gente pede sempre é que as mulheres denunciem de alguma forma ou via delegacia presencialmente ou virtualmente, por Boletim de Ocorrência eletrônico, aplicativo Salve Maria ou por meio de uma rede de apoio. Se a mulher ainda não se sente confortável de ir até a delegacia e denunciar o companheiro ou pai ou alguém da família, que ela procure centro de apoio para buscar uma orientação e buscar esse amparo até psicológico para que ela possa fazer essas denúncias e consiga cessar essa violência”, disse a delegada. 

Bruna Verena analisou, ainda, que a violência doméstica é um tema “extremamente complexo” e que precisa haver uma mudança no comportamento da sociedade para que este tipo de crime seja evitado. 

“A violência doméstica é um tema extremamente complexo. Se chegou até a polícia é porque o crime já aconteceu, mas o ideal é que ele nem aconteça. A gente trabalha também nessa parte de prevenção. A Polícia Civil tem um escopo de prevenção, mas essa é uma responsabilidade de toda sociedade, da família de educar os filhos com base na igualdade de homem e mulher, orientando sempre aquele jovem que a mulher não é propriedade de ninguém e a sociedade a partir do momento que tenho uma empresa preciso dar condicões de trabalho igual para homem e mulher”, acrescentou.

A pesquisa, divulgada ontem pelo IBGE,  considerou apenas as pessoas com 18 anos ou mais de idade e mostra que cerca de 6,6% das mulheres adultas residentes no Piauí – 85 mil pessoas – informaram que sofreram agressões físicas no período de 12 meses anteriores à data em que foram entrevistadas.

Izabella Pimentel
[email protected]

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