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Weldon Bandeira diz que sem subsídios sistema de transporte deve parar na capital

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Foto: Roberta Aline

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o sistema de transporte de Teresina, o ex-superintendente da Strans Weldon Bandeira defendeu a necessidade dos pagamentos dos subsídios feitos pela prefeitura ao setor de transporte e disse que sem eles, o sistema deve parar. 

Bandeira esteve à frente da Strans entre 2019 e 2020 e foi o segundo gestor da pasta a ser ouvido nesta terça-feira(15) na CPI do Transporte na Câmara de Vereadores de Teresina. 

"Se não houver os subsídios, a principal consequência é que o sistema não se mantenha. Seria passar por um aumento de tarifa e o usuário que iria sofrer com isso", afirmou Bandeira.

Weldon destacou os impactos da pandemia como uma das causas do caos do sistema de transporte da capital.

"Quando se iniciou a pandemia foram impostas medidas restritivas de circulação. Eram 220 mil passageiros por dia, com as medidas restritivas, essa demanda caiu para 22 mil. Foi 10% da demanda de antes da pandemia. Não tinha demanda para frota de 400 ônibus. A partir do mês de abril apenas o serviço essencial passaram a trabalhar e a queda foi maior. Foi mantida a frota mínima. O último acordo foi firmado no mês de outubro. A prefeitura não tinha capacidade financeira de pagar R$ 26 milhões. O acordo foi parcelado em 12 vezes. Dezembro foi pago R$ 4.250 milhões. Todos os valores foram apurados e homologados em juízo e parcelado. Se há uma dívida, o município tem que pagar. A prefeitura não podia parar por ser ano eleitoral", disse.

De acordo com o ex-superintendente no ano de 2020, R$ 25 milhões foram passados pelo sistema. Foi pago até outubro. O restante, R$ 21 milhões, foi dividido. 

"Acredito que pode funcionar. Tem que ser redimensionado para demanda atual. O poder municipal que diz a forma de funcionar. Em abril 392 ônibus circulando. A partir disso veio a pandemia e os decretos, a oferta de ônibus teve que se adequar e foi para 180. Não sei qual a quantidade de hoje", destacou.

Ele deu informações sobre a gratuidade que devem ser compensadas pela prefeitura, com o pagamento dos subsídios.

"Antes da pandemia tínhamos 18% de gratuidade. Isso é lei. Quem paga essa gratuidade é o Município. E 24 de cada 100 eram estudantes, subsidiados 2/3 pelo município. Esses custos vão em forma de subsídios. Outra forma seria cobrar na tarifa. Mas os usuários seriam penalizados", afirma.

 

Flash de Lídia Brito
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