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B-boy é nome do Piauí no ciclo olímpico por vaga no breakdance; Conheça Dnilson Saldanha

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Foto: Religare Photography

O breakdance é uma modalidades que entrará no programa Olímpico no ciclo Paris-24. O esporte que une a cultura, arte e muito preparo físico ganha força e quebra preconceitos mesmo sendo nascido da rua. O estado do Piauí tem um nome forte para brigar por vaga na corrida olímpica, morador do Bairro Dirceu 1, em Teresina, o B-Boy, Dnilson Saldanha é um dos nomes que busca no breaking se expressar no dia a dia e nos palcos recentemente teve conquistas importantes. Foi campeão da uma das seletivas da Red Bull Cypher e no dia 3 de outubro irá disputar a final nacional do torneio, em São Paulo e conseguindo vencer irá representar o país no Mundial, na Polônia. 

A história de Dnilson, 27 anos, com a modalidade ganhou força no ano de 2016 quando começou a competir e ganhar vários campeonatos regionais e nacionais. Porém nesses últimos cinco anos a história do piauiense fica parecida com a de muitos outros atletas do estado. A falta de incentivo e dificuldade financeira o faz se afastar do breaking por quase ano e acabou precisando se dedicar a outras profissões para se sustentar. 


Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool

"Eu parei um tempo atrás por conta da necessidade arrumar um trabalho e fiquei um tempo como maqueiro lá no HUT e comecei como auxiliar de lavanderia e gostaram de mim aí depois virei maqueiro e nesse periodo eu parei de dançar, mas todo mundo falava que eu deveria continuar e eu falava que precisava trabalhar para ter dinheiro e sobreviver então essa questão sempre foi difícil. Se fosse minha família e a motivação pessoal não teria continuado", afirmou Dnilson Saldanha. 

O B-boy conta que foi convidado para disputar após a competição da Red Bull Cypher as eliminatórias da pré-Olímpiada em Uberlândia-MG, mas precisa de apoio financeiro para conseguir ajudar de custo, passagem, hospedagem, fora o preparo pré competição que precisa ser intensificado com acompanhamento nutricional, físico, muscular e até mesmo material para a apresentação como roupas e calçados. "Tênis por exemplo é o principal material de trabalho", frisou. 

Nas palavras da família facilmente se confirma o apoio e incentivo que ele tanto relata no dia a dia. “Ele tem que enfrentar as batalhas da vida. Desde de pequeninho ele falava em realizar seus sonhos e em vencer e está vencendo, é meu amor orgulho”, diz Maria do Socorro, mãe de Dnilson. 

Foto: Religare Photography

Vamos entender mais sobre breakdance?

No breanking o atleta é chamado de B-boy ou B-girl. Em Paris 2024 terá competição no naipe feminino e masculino e apesar de mundialmente existir competições na versão 1x1, 2x2 e até 4x4 nos jogos olímpicos terá apenas as disputas individuais. A competição deve funcionar no formato 1x1, com duas a três entradas dos dançarinos em cada round. As apresentações levam de 30 segundos a 1 minuto, a depender da estratégia adotada pelo participante em cada um dos momentos.

Uma das perguntas mais comuns é: Quais critérios para decidem quem vence? Essa pergunta é uma das mais dificeis de responder. Em resumo cinco pontos são priorizados: criatividade, originalidade, dinâmica, combinações de movimentos e musicalidade. Com críterios de avaliação bastante subjetivo, algo parecido com as modalidades de skate e surfe por exemplo. 

 

Pâmella Maranhão
[email protected]

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