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Setut diz que convenção coletiva só pode ser assinada em janeiro de 2022

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Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com 

Os empresários do transporte coletivo de Teresina questionaram a principal pauta da paralisação realizada na manhã desta quinta-feira (21) por motoristas e cobradores. De acordo com a consultora jurídica do Setut, Naiara Moraes, a cobrança pela assinatura da convenção coletiva não justifica o movimento, uma vez que, segundo os empresários, o documento só poderá ser assinado a partir de janeiro de 2022, data base da categoria. 

“Os empresários estão protegidos por decisão do TST, no sentido das questões coletivas de trabalho do ano de 2019 e de 2020, e estão dispostos a fazer uma discussão dentro da data base dos trabalhadores, que é em janeiro de 2022, quando se acredita que o sistema já terá uma condição de retomada efetiva”, informou Naiara Moraes.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano disse ainda  que realizou os pagamentos referentes às pendências salarias do ano de 2020, dentro do prazo de 72 horas que havia sido colocado pela Procuradoria Geral do Município. A consultora jurídica do Setut, Naiara Moares, destaca que os repasses para os trabalhadores são no valor de R$ 720 mil, referentes ao acordo extrajudicial firmado ainda em 2020.

Sobre o a atualização da folha salarial de 2021, a advogada diz que as empresas ainda aguardam o repasse dos R$ 10,5 milhões por parte da Prefeitura de Teresina, que representam a primeira parte do acordo referente aos subsídios devidos. 

“Os empresários do transporte coletivo de Teresina já realizaram o pagamento da parcela correspondente a R$ 721 mil, devida aos trabalhadores. Dentro dessa dinâmica, também foi acordado com o município que em três meses será feito o pagamento da entrada de R$ 10,5 milhões, que está parcelada, será feita a atualização das folhas de pagamento do ano de 2021”, disse a advogada.

Na paralisação desta quinta-feira(21), os motoristas e cobradores voltaram a questionar os empresários sobre os repasses financeiros para a categoria. Segundo eles, caso não haja a assinatura da convenção coletiva de trabalho, uma nova greve por tempo indeterminado pode ser iniciada.

Ainda nesta quinta-feira, o prefeito Dr. Pessoa reagiu à nova paralisação e anunciou que deve reunir o secretariado municipal ainda hoje para discutir o que chamou de “plano B” para solucionar a crise do transporte público. 

 

 

 

Natanael Souza
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