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Flamengo é abraçado pela torcida, supera o Ceará e adia o título do Atlético-MG

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O torcedor do Flamengo mostrou nesta terça-feira que o amor ao time é muito maior que a perda de qualquer título importante, como a Copa Libertadores.

Fotos - Gilvan de Souza - Flamengo

Mesmo ainda chateados com a derrota diante do Palmeiras, no sábado, os flamenguistas lotaram o Maracanã, fizeram enorme festa e empurraram a equipe para a vitória sobre o Ceará, por 2 a 1. 

O resultado adiou a conquista do título do Brasileirão pelo Atlético-MG e garante o vice campeonato aos cariocas. Os mineiros precisam de dois pontos em nove disponíveis.

Com o tradicional "dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ô, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ô, Mengão do meu coração" e muitos cartazes de apoio - "a dor da derrota é temporária, mas o orgulho de ser flamenguista é eterno", trazia um deles -, a torcida abraçou o time e optou por mais uma vez jogar junto. 

O espetáculo à parte de 47 mil vozes teve até "perdão" para Andreas Pereira, autor do erro que custou a derrota no Uruguai. O meia teve seu nome cantado em coro antes de uma cobrança de falta.

Lamentação na etapa inicial apenas com a lesão na coxa do goleiro Diego Alves, substituído ainda no começo por Hugo Souza. Léo Pereira também sairia no intervalo com o mesmo problema muscular.

Sem Renato Gaúcho, demitido após a decisão de Montevidéu, o Flamengo entrou em campo sob direção interina de Maurício Souza e cheio de desfalques.

Os zagueiros Rodrigo Caio e David Luiz, os laterais Isla e Filipe Luís, além do volante Willian Arão não jogaram por precaução pelos problemas com as dores musculares. Arrascaeta ficou no banco pela falta de ritmo.

A cantoria gigante desde a entrada do time em campo se transformou logo em grito de gol. Com somente dois minutos, saída errada de Fabinho, Diego recuperou a bola e Gabriel Barbosa abriu o marcador. 

O artilheiro foi para os braços da torcida, com direito a selfie e grande prova que os flamenguistas não "abandonariam" o time após derrota na final da Copa Libertadores.

Mendoza até deu um susto ao bater na rede pelo lado de fora. O lance não tirou a empolgação rubro-negra, que fez enorme festa após bela trama ofensiva e gol de Bruno Henrique. O VAR, porém, impugnou o lance. 

Antes do intervalo, ainda deu tempo de Gabriel Barbosa ouvir o "uh" da galera duas vezes. Primeiro ao cabecear no travessão e depois ao bater raspando.

Com total domínio na primeira etapa, os cariocas mereciam uma vantagem maior no placar. Já o Ceará sentiu muito a falta de Vina e repetiu as atuações ruins longe de casa, onde ainda não venceu no Brasileirão.

A volta para a etapa final foi semelhante, com Flamengo chegando fácil no ataque. Andreas e Bruno Henrique desperdiçaram bons avanços. Com somente 16 minutos, foram três ótimas chances. Sem "matar o jogo", Maurício Souza optou por fortalecer ainda mais o ataque com Michael e Arrascaeta.

Mas quem anotou foi o Ceará. Com aposta de Tiago Nunes. Yony González bateu, Hugo Souza soltou e Rick, que acabara de entrar, igualou o marcador. Festa em preto e branco no Maracanã e em Belo Horizonte. O empate garantia a taça ao Atlético-MG.

A torcida flamenguista voltou a inflamar o time. E incentivou Michael a partir para cima da marcação. Na primeira, ele cruzou e Gabriel parou em milagre de João Ricardo. Na segunda, cruzou para Bruno Henrique desviar e Matheuzinho bater forte para recolocar o Flamengo na frente do marcador.

Alguns torcedores invadiram o gramado e o jogo ficou paralisado. Um abraçou Arrascaeta. A polícia agiu rápido e a bola voltou a rolar para os flamenguistas seguirem sua festa. 

Xingaram Renato Gaúcho e pediram a volta de Jorge Jesus com o tradicional "mister, mister". Os sete minutos do acréscimo foram de sufoco, chutões e aplausos no apito final, mostrando que a paz segue reinando no Flamengo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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