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Aumento de casos de síndrome gripal pode gerar mais hospitalizações, alerta médico do COE

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O aumento do número de casos de síndromes gripais registrado em Teresina nas primeiras duas semanas no ano vem preocupando a rede hospitalar da capital. De acordo com o infectologista e membro do Comitê de Operações Emergenciais (COE), Walfrido Salmito, o índice elevado de positividade pode significar o aumento da curva de hospitalizações.   

“Nós temos uma grande quantidade de síndromes gripais e essa quantidade enorme obviamente tem a ver com a Covid- 19 e o vírus da Influenza. Tivemos um grande número de casos, um aumento de hospitalizações também, que nos preocupa no sentido de termos um índice de positividade muito elevado, e a gente teme que o número de síndromes gripais aumente muito e isso também faça subir a curva de hospitalizações, que até o momento tem se mantido dentro do esperado, com muito menos casos de hospitalizações por conta da vacinação em estágio avançado na nossa cidade”, explica Walfrido Salmito.

O último levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) dessa terça-feira (18) sobre a ocupação de leitos, mostra que no Piauí, 50% ou 177 leitos clínicos estão ocupados. Em relação aos leitos de UTI, o estado segue com mais da metade, 65% ou 94 leitos, ocupados. 

O infectologista acrescenta ainda que na segunda semana houve uma pequena queda dos casos em relação a primeira semana e a expectativa é que a curva de hospitalização continue a cair.

“As duas primeiras semanas do ano foram extremamente preocupantes, pelo número de casos de síndrome gripal, mas na segunda semana notamos uma pequena queda em relação a primeira semana. Esperamos que essa curva continue a cair e que a gente não tenha alterações na curva de hospitalizações porque isso é que pressiona o serviço de saúde e é isso que nos preocupa porque no final das contas, isso leva alguns pacientes a óbito e a gente não gostaria mais de lidar com tantos óbitos”, ressalta.

Walfrido Salmito reforça também que a influenza também pode levar pacientes com comorbidades a internação.

“Muitos casos de gripe e influenza leva a hospitalização, obviamente não a maioria, um percentual significativo pode levar a hospitalização, especialmente nos pacientes idosos, crianças, pacientes imunocomprometidos, gestantes, então tem uma série de pacientes que tem comorbidades, que tem problemas e a influenza pode levar a hospitalização sim”, acrescenta.

Em relação a correção do número de casos de Covid-19 no Piauí informada nessa terça-feira (18) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), o infectologista explica que isso acaba prejudicando a tomada de decisões das autoridades e o entendimento da situação do vírus no estado.

“Assim a gente fica sem saber quantos casos de fato temos, se a evolução tem sido o que a gente esperava, dificulta também a tomada de decisões por parte das autoridades porque a gente fica sem uma referência adequada. Atualmente a gente acha que como isso se normalizou, a gente vai ter daqui pra frente mais condições de tomar as decisões acertadas a respeito da Covid”, finaliza.

De acordo com a Sesapi, nessa terça-feira (18), o Piauí registrou 235 novos casos e seis óbitos por Covid-19. Com a correção dos dados, desde o início da pandemia, o estado acula 336.925 casos confirmados de Covid. 

Já em relação à H3N2, nova cepa do vírus da Influenza, foram registrados 105 casos. Os são referentes aos meses de outubro de 2021 a janeiro de 2022 e a faixa etária com maior número de contaminados é de 20 a 39 anos. 

 

 

Rebeca Lima
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